País estima que a reconstrução exigirá de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões; milhares seguem desaparecidos.
O Nepal pediu assistência técnica internacional para enfrentar as consequências das enchentes que atingiram a fronteira com a China. O país havia recusado ajuda externa nas operações de busca e resgate, mas passou a solicitar apoio especializado.
O desastre ocorreu na quarta-feira (26), após o colapso de uma geleira provocar uma enxurrada de rochas, gelo, lama e detritos. Centenas de pessoas morreram e milhares continuam desaparecidas, entre elas cidadãos estrangeiros e peregrinos hindus da Índia.
Buscas e identificação das vítimas
As autoridades suspenderam temporariamente parte das operações devido à chuva, ao nevoeiro e ao risco de transbordamento de um lago formado após a inundação. O risco diminuiu no sábado (29), conforme informações repassadas por autoridades chinesas, mas a região segue monitorada.
O estado de alguns corpos dificultou o reconhecimento. A administração do distrito de Chitwan informou que seriam coletadas amostras de DNA antes dos sepultamentos, medida adotada por razões sanitárias.
O governo nepalês afirma que não precisa de reforço para as buscas gerais, mas necessita de equipes especializadas para alcançar pessoas presas em túneis, restabelecer estradas e comunicações e apoiar a identificação das vítimas.
“Já solicitamos esses serviços especializados e assistência técnica para áreas onde não dispomos de experiência e conhecimento técnico suficientes.” Shisir Khanal, ministro das Relações Exteriores
Ajuda internacional e reconstrução
A Índia enviou cerca de 60 toneladas de cobertores, medicamentos, alimentos e pastilhas para purificação de água. O país também ofereceu equipes médicas, especialistas em resgate em túneis e pontes pré-fabricadas.
A China pediu cooperação internacional nas ações de emergência e mantém equipes nas buscas na área de fronteira. Estradas destruídas e o relevo montanhoso dificultam o acesso aos locais atingidos.
O ministro das Finanças, Swarnim Wagle, estima que a reconstrução custará entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões. O governo ressalta que o levantamento de perdas e danos ainda não foi concluído.
Na região de Gyirong, equipes de resgate precisaram avançar pelas montanhas e usar cordas porque as estradas foram destruídas. Duas lagoas localizadas acima das áreas atingidas continuavam sob monitoramento.
Com informações da CNN Brasil e da Reuters.