Vendedora registra denúncia de injúria racial no PR

Uma vendedora de São José dos Pinhais denunciou injúria racial após atendimento em loja; defesa levou notícia-crime ao MP-PR.

Foto: Reprodução / G1 Paraná

Caso ocorreu em São José dos Pinhais, envolveu uma professora da rede municipal e será apurado pela prefeitura e pelo MP-PR.

Uma vendedora de São José dos Pinhais registrou uma notícia-crime por injúria racial no Ministério Público do Paraná (MP-PR) depois de ser ofendida durante um atendimento em uma loja da cidade, na quinta-feira (15). Segundo o G1 Paraná, a cliente envolvida no caso é a professora Danielle Jacinto, da rede municipal.

De acordo com o relato de Adriana dos Santos, a situação começou quando a professora foi ao estabelecimento para trocar uma garrafa de água e foi informada de que precisaria apresentar também a embalagem. Adriana contou que, a partir daí, a cliente passou a falar mais alto.

Ao pedir que a mulher parasse de gritar, Adriana disse que “as pessoas mais velhas são as mais mal educadas”. Em seguida, relatou: “Foi aí que ela começou a falar da cor da minha pele”.

As falas atribuídas a Danielle foram registradas por uma câmera de monitoramento da loja. Nas imagens, a professora diz: “Sua mal educada. Antes ser velha do que ser feia com esse cabelo que parece uma vassoura. Ridícula. Olha aqui, tem espelho”.

Na sequência, ainda segundo as imagens citadas pelo G1 Paraná, ela afirma: “Você é suja, né? Por dentro e por fora. Nojenta […]. Vou falar para a sua patroa que você me chamou de velha. Vá pro inferno. E essa cor de pele ridícula, ridícula”.

O que foi relatado pela vendedora

A professora chegou a ser avisada de que estava sendo gravada, mas, segundo a reportagem, não mudou o comportamento. Adriana também relatou que Danielle cuspiu em sua direção.

Outra vendedora estava ao lado de Adriana no momento do atendimento, mas as ofensas, conforme o relato, foram direcionadas a ela. Sobre o episódio, Adriana afirmou: “Eu nunca passei por uma humilhação deste tipo […]. Maltratada por ser negra. Não desejo para ninguém, tá mexendo muito com o meu emocional”.

Apuração e respostas

A defesa de Adriana informou que levou o caso ao MP-PR por meio de uma notícia-crime por injúria racial.

Procurada pela RPC, afiliada da TV Globo, a defesa de Danielle disse que ainda não foi notificada pelo MP-PR. Também afirmou que só vai se manifestar depois de ter acesso à íntegra dos autos.

A Prefeitura de São José dos Pinhais informou, em nota, que vai apurar o caso para avaliar possíveis medidas administrativas. O município ressaltou ainda que o episódio aconteceu fora do ambiente de trabalho da professora e declarou que não compactua com qualquer forma de discriminação.

Com informações do G1 Paraná

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