Senadora republicana defende manter sanções à Rússia

Darline Graham, do Partido Republicano, disse que manteria a pressão sobre Moscou e discordou da ordem de Trump anunciada na sexta-feira.

Foto: Reprodução / CNN Brasil

Darline Graham divergiu da ordem executiva de Donald Trump, que suspendeu restrições sobre a venda de combustíveis fósseis russos.

A senadora republicana Darline Graham afirmou no sábado que manteria as sanções ligadas à venda de combustíveis fósseis russos, em posição diferente da adotada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo a CNN Brasil, a divergência veio depois da ordem executiva anunciada por Trump na sexta-feira, que suspendeu essas restrições.

Graham, que representa a Carolina do Sul, falou durante um evento em Mount Pleasant. Ela assumiu a vaga deixada por seu irmão, já falecido, e agora disputa um mandato completo no Senado.

Ao comentar a decisão da Casa Branca, a senadora disse a jornalistas: “O presidente e eu compartilhamos o mesmo objetivo: acabar com a guerra e reduzir os preços da gasolina e do diesel. E a lei de sanções é uma das ferramentas que ele pode utilizar para isso”.

Em seguida, reforçou a diferença de posição em relação ao presidente americano. “Eu optaria por manter a pressão sobre a Rússia para encerrar a guerra e reduzir os preços dos combustíveis, pois não confio em Putin nem na Rússia”, afirmou, em referência ao presidente russo Vladimir Putin.

Próximo contato com Trump

Darline Graham disse ainda que quer tratar do tema diretamente com Trump quando ele estiver na Carolina do Sul, na próxima semana, para participar de sua campanha.

A legislação citada pela senadora tem o nome de seu irmão: “Lei Lindsey O. Graham de Sanções à Rússia e ao Irã”. Foi essa lei que estabeleceu as sanções agora suspensas pela ordem executiva.

Reação em Washington

A medida foi anunciada num momento de atrito crescente entre Trump e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. De acordo com a CNN Brasil, o movimento também ocorre em meio a fissuras no apoio de Washington a Kiev ao longo da guerra contra o país vizinho invasor.

A reação à isenção não ficou restrita aos democratas. Legisladores dos Estados Unidos têm se colocado contra a decisão, incluindo um número crescente de republicanos, segundo a emissora.

Com informações da CNN Brasil

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