Polícia apura ferimento de motociclista em Platina

Polícia Civil investiga em Santo Antônio da Platina o caso de um motociclista de 60 anos ferido no pescoço por linha de pipa com cerol.

Foto: Reprodução / NPDiário

Homem de 60 anos foi atingido no pescoço por linha de pipa na Vila São José, e a investigação tenta identificar a origem do material cortante.

Um motociclista de 60 anos ficou ferido no pescoço após ser atingido por uma linha de pipa no dia 3 de outubro de 2026, por volta das 16h55, na Vila São José, em Santo Antônio da Platina. Segundo o NPDiário, ele foi socorrido por populares e encaminhado ao Pronto-Socorro.

A Polícia Civil abriu inquérito para apurar como ocorreu o caso e quem pode ser responsabilizado. A investigação está a cargo da 38ª Delegacia Regional de Polícia, sob comando do delegado Rafael Guimarães.

Durante as diligências, os policiais localizaram e interrogaram um morador da região, de 29 anos. De acordo com a apuração, ele admitiu que soltava pipa no dia do acidente, mas negou ter usado cerol.

Em depoimento, o homem afirmou que a linha cortante teria sido levada pelo vento de outro bairro. A Polícia Civil segue apurando a origem do material e a possível responsabilidade pelo ferimento do motociclista.

O que está em investigação

A apuração considera, em tese, os crimes de lesão corporal, previsto no artigo 129 do Código Penal, e de perigo para a vida ou saúde de outra pessoa, previsto no artigo 132. O enquadramento definitivo, porém, dependerá dos elementos reunidos ao longo da investigação.

O caso ocorreu em uma área urbana de Santo Antônio da Platina e envolve um tipo de material que representa risco principalmente para quem está em motocicletas e bicicletas, por causa da possibilidade de cortes na região do pescoço.

Orientações sobre o uso de pipas

O cerol é uma mistura artesanal feita com cola e material abrasivo triturado, geralmente vidro moído e limalha de ferro. Aplicado à linha usada para empinar pipas, esse material deixa o fio cortante.

A Polícia Civil orienta que a prática ocorra longe de vias públicas e de redes elétricas, sempre com linhas comuns de algodão, sem qualquer substância cortante. A orientação também é para que pais e responsáveis conversem com crianças e adolescentes sobre os riscos envolvidos e sobre as consequências legais de condutas que coloquem outras pessoas em perigo.

Com informações do NPDiário

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