Polícia aponta padrasto por morte de adolescente no PR

Adolescente de 14 anos encontrada morta em Floresta foi identificada, e a Polícia Civil atribui o crime ao padrasto, morto pela PM no sábado.

Um terreno com fundações de construção e fita de isolamento em área verde
Um terreno com fundações de construção e fita de isolamento em área verde. Foto: Reprodução / G1 Paraná

Segundo a investigação em Floresta, homem de 26 anos não aceitava o fim da relação com a mãe da vítima; suspeito morreu após ação da PM em Maringá.

A Polícia Civil do Paraná identificou como Andreina Susej Gonzalez Sosa, de 14 anos, a adolescente encontrada morta em Floresta, no Noroeste do estado. Segundo o g1 Paraná, a investigação inicial aponta o padrasto da vítima, Yorvi del Jesus Garcia, de 26 anos, como autor do crime.

De acordo com a polícia, Yorvi não aceitava o processo de separação da mãe da adolescente. A partir dessa apuração, os investigadores trabalham com a hipótese de que ele matou a enteada para atingir a ex-companheira. O caso segue sob investigação, com hipóteses iniciais de feminicídio e vicaricídio.

Em entrevista ao g1, o delegado Gustavo Mendes disse que uma testemunha reconheceu o suspeito levando o corpo da jovem até um espaço abandonado, perto da casa da vítima. Segundo o delegado, essa pessoa voltou ao local no dia seguinte e encontrou o corpo.

Mendes relatou ao g1: “A testemunha, a princípio, não tinha ciência do que era, mas o autor ainda ficou ali no local alguns minutos, porque foi cobrir a menina, colocou algumas coisas em cima ali para escondê-la. No outro dia, na hora em que essa testemunha acordou, ela foi lá. Por curiosidade, ela foi até o local para ver o que ele tinha escondido ali. E aí se deparou com o corpo da menina”.

O que a investigação apurou

Ainda segundo a Polícia Civil, antes do crime Yorvi mandou uma mensagem para a ex-companheira na madrugada de sábado. Como sabia que ela saía para trabalhar nesse período, perguntou se ela já havia deixado a casa, dizendo que queria buscar documentos no imóvel.

Para os investigadores, essa mensagem foi usada para saber se a adolescente estava sozinha. Depois de receber a resposta de que a mulher havia saído, ele invadiu a residência e cometeu o crime, conforme a apuração policial.

Ao explicar a linha de investigação, Gustavo Mendes afirmou: “ele acabou utilizando a filha dela [ex-companheira] para atingi-la”.

Morte do suspeito

Yorvi foi localizado pela Polícia Militar ainda no sábado (17), mesma data em que o corpo de Andreina foi encontrado. Conforme relatório da PM-PR, ele morreu após atirar contra policiais durante uma tentativa de abordagem em uma estrada rural de Maringá.

Sobre a forma como o crime foi cometido, o delegado também disse ao g1: “A faca, inclusive, foi encontrada no local. Então ele utilizou ali uma faca. Falam [perícia inicial] em algo em torno de 14 facadas que ele teria dado ali na região do busto ali da menina”.

No curso da investigação, a Polícia Civil considera, neste momento, as hipóteses de feminicídio e vicaricídio. De acordo com a definição citada no caso, vicaricídio é o crime cometido contra uma pessoa que está sob a guarda de uma mulher para causar sofrimento a ela.

Com informações do g1 Paraná

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