Investigação apura suposto esquema de corrupção para regularizar obra embargada em Guarapuava.
O Ministério Público do Paraná (MPPR) iniciou nesta quarta-feira (26) a Operação Fórmula Mágica, que visa apurar um suposto esquema de corrupção ligado à regularização de uma obra na cidade de Guarapuava, localizada na região Centro-Sul do Paraná. Durante a operação, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão, direcionados ao presidente da Câmara Municipal, a um servidor da Câmara, um servidor da Prefeitura, três sócios de uma farmácia e à empresa responsável pela construção.
Conforme a investigação, empresários teriam tentado regularizar a construção de um edifício que começou em 2019 sem a necessária autorização legal entre 2022 e 2023. Após a obra ser embargada pela Secretaria Municipal de Habitação e Urbanismo, os empresários buscavam formas de evitar novas penalizações. No final de agosto de 2023, um dos empresários teria contatado o presidente da Câmara solicitando ajuda para a regularização, levando a suspeitas de que combinaram o pagamento de cerca de R$ 100 mil em propina para que o presidente intermediasse a situação. O MPPR afirma que evidências do pagamento foram obtidas, incluindo uma foto do dinheiro que teria sido entregue.
Adicionalmente, a investigação aponta que depósitos em dinheiro foram identificados nas contas do presidente da Câmara, do ex-secretário de Habitação e Urbanismo, e de um servidor que atuava na área tributária da Prefeitura. Também foi mencionado que o presidente da Câmara procurou o então secretário de Habitação e Urbanismo para facilitar a regularização da obra. Ao que parece, profissionais da área técnica se recusaram a aceitar a documentação necessária, levando o secretário a assinar pessoalmente o alvará de construção, mesmo sem formação técnica em Engenharia Civil ou Arquitetura.
O ex-secretário já havia sido alvo de uma investigação anterior pela equipe do MPPR. Elementos daquela apuração forneceram suporte para o avanço das investigações que culminaram na Operação Fórmula Mágica. O MPPR continua sua investigação com o intuito de esclarecer todos os detalhes do possível esquema, identificar outros envolvidos e reunir provas para futuras ações judiciais.
A escolha do nome “Operação Fórmula Mágica” remete à suposição de que métodos ilícitos foram utilizados para facilitar a regularização da obra que apresentava irregularidades.
Com informações do Bem Paraná: https://www.bemparana.com.br/noticias/parana/presidente-da-camara-e-alvo-de-operacao-que-apura-suposto-pagamento-de-r-100-mil-em-propina-no-parana/