A ajuda internacional ao Nepal começou a ganhar corpo nesta quarta-feira (26), depois das enchentes torrenciais que destruíram vilarejos inteiros e áreas comerciais no país. A Índia enviou 10 toneladas de suprimentos humanitários e medicamentos, e a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC) liberou US$ 1,2 milhão — cerca de R$ 6 milhões — para as operações de socorro.
“A Índia está ao lado do Nepal e de seu povo”, afirmou o ministro das Relações Exteriores indiano, Subrahmanyam Jaishankar, ao anunciar o envio da carga.
O chefe da delegação da IFRC no país, David Fisher, explicou que a liberação dos recursos permite que a Cruz Vermelha do Nepal atue de imediato nas áreas atingidas. A Organização Mundial da Saúde também acompanha a resposta ao desastre.
O balanço da tragédia segue pesado: 157 corpos já foram recuperados e 384 turistas continuam desaparecidos, sendo 291 estrangeiros. Imagens de drone da região de Nuwakot mostram a dimensão da destruição deixada pela água.
A catástrofe teve origem em um terremoto de magnitude 4,4 que desencadeou uma avalanche em área geologicamente instável do Himalaia. Segundo especialistas, houve uma combinação de fatores: o desprendimento de um bloco de gelo de geleira, um deslizamento de rochas simultâneo e sedimentos encharcados pela temporada de monções. Para o geofísico Marcos Ferreira, do Serviço Geológico do Brasil, o relevo do Himalaia amplifica os efeitos de tremores como esse.
Com informações de CNN Brasil.