A Polícia do Capitólio prendeu na terça-feira (25) um homem que circulava com uma guilhotina de grandes dimensões na caçamba de uma caminhonete perto da sede do Legislativo dos Estados Unidos, em Washington. A detenção ocorreu pouco depois do meio-dia, na East Capitol Street, nas proximidades da Suprema Corte.
Philan-Tam-Duy Le, de 35 anos, natural de Julian, na Califórnia, foi acusado de portar uma “arma perigosa”. Ele afirma ter construído o equipamento e, em publicação no Instagram, disse que o objeto seria “estritamente para fins de autodefesa”, negando qualquer intenção de violência.
Nas redes sociais, Le vinha manifestando insatisfação com o que chama de decisões tomadas por “autoridades não eleitas” e com o envolvimento do país em guerras sem fim. As críticas atingiam democratas e republicanos, incluindo o presidente Donald Trump e o governador da Califórnia, Gavin Newsom. Ao jornal Los Angeles Times, o irmão dele, Kelvin Le, descreveu a guilhotina como um “símbolo de desaprovação” e negou que houvesse plano violento.
Para o analista jurídico sênior da CNN Elie Honig, o desfecho do caso deve depender de uma questão central: se a guilhotina estava operacional ou se funcionava apenas como símbolo de protesto, hipótese em que a defesa pode invocar a Primeira Emenda da Constituição americana.
O episódio ocorre com o Congresso em recesso e em meio a uma escalada de ameaças contra autoridades nos Estados Unidos. A Polícia do Capitólio registrou cerca de 15 mil casos de ameaças em 2025, alta de 57% em relação a 2024. Em julho, outro homem já havia sido preso no mesmo local portando arma de fogo.
Com informações de CNN Brasil.