Curitibano atingido por raio segue internado

Montanhista de Curitiba atingido por raio em trilha no Equador está internado e deve seguir em tratamento por três a quatro semanas.

Um grupo de pessoas em uma trilha montanhosa com resgatadores e um cavalo próximo a uma ambulância
Um grupo de pessoas em uma trilha montanhosa com resgatadores e um cavalo próximo a uma ambulância. Foto: Reprodução / G1 Paraná

Montanhista de 32 anos sofreu queimaduras, perfuração nos tímpanos e foi retirado de trilha no Equador com ajuda de cavalo até uma ambulância.

Um montanhista de Curitiba, de 32 anos, permanece internado em Curitiba após ser atingido por um raio durante uma trilha no Equador. Segundo o g1 Paraná, ele está no Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, referência no tratamento de queimados, e segue estável, lúcido e conversando.

O acidente aconteceu na terça-feira (13), durante a subida ao cume do vulcão El Corazón, na Cordilheira dos Andes. O local fica a cerca de 62 quilômetros de Quito, capital do Equador, e o cume tem quase 5 mil metros de altitude. O grupo tinha cerca de 20 pessoas.

Depois de receber os primeiros atendimentos em um hospital particular no Equador, o curitibano voltou ao Brasil para continuar o tratamento. A previsão, conforme a evolução do quadro clínico, é de que ele fique hospitalizado por três a quatro semanas.

Ele sofreu queimaduras de 2º grau no tórax e nas pernas, queimaduras de 3º grau nos pés e também teve os tímpanos perfurados. De acordo com o relato, o raio atingiu a cabeça, percorreu o corpo e chegou ao pé. A bota usada por ele ficou parcialmente destruída, assim como o celular que carregava.

Como foi o resgate

O montanhista contou à RPC que o atendimento foi iniciado ainda na montanha pela equipe que acompanhava o grupo. Em seguida, ele foi retirado até o ponto onde a ambulância aguardava.

Ao relembrar o resgate, disse: “Eu estava com uma equipe preparada. Eles estavam com o rádio, com tudo, e pediram socorro muito rápido. Eles que me carregaram para descer, porque eu tive que caminhar um pouco. Eles me ajudaram na caminhada, trouxeram um cavalo para que eu pudesse, em uma parte, ir a cavalo. Quando eu cheguei, a ambulância já estava me esperando. Foi tudo bem coordenado”.

O momento da descarga

Ainda segundo o montanhista, o tempo estava bom no começo do passeio, mas perto do fim do percurso surgiu neblina. Ele afirmou que não havia descarga elétrica até o momento em que alcançou o cume.

Sobre a situação, relatou: “Perto do fim, o tempo fechou com névoa. Não tinha descarga elétrica nenhuma. A gente só parou, trocou as roupas, começou a colocar jaqueta impermeável para continuar ascendendo. Se tivesse um aviso, é normal, você para, dá meia volta e vai embora. Quando eu cheguei ao cume da montanha, a primeira descarga elétrica que teve foi em mim. Foi realmente bem inesperado”.

De acordo com o Corpo de Bombeiros do Equador, outras duas pessoas também foram atingidas e ficaram feridas.

Com informações do g1 Paraná

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