Protestos na Albânia deixam feridos e 500 detidos

Quinto dia de protestos em Tirana teve confronto com a polícia, 500 detenções e feridos em meio a uma onda de atos que se espalha pela Albânia.

Foto: Reprodução / CNN Brasil

No quinto dia de atos em Tirana, jovens atacaram a tropa de choque com pedras e coquetéis molotov, e a polícia respondeu com gás e jato de água.

Ao menos 500 manifestantes foram detidos na Albânia desde o início da atual onda de protestos, e 330 já haviam sido liberados até este sábado (17), segundo a CNN Brasil. Os atos chegaram ao quinto dia em Tirana, capital do país, com confronto entre jovens e a tropa de choque em frente ao Ministério da Educação.

Milhares de estudantes e outros jovens se reuniram no centro da cidade neste sábado. O movimento cobra a saída do primeiro-ministro Edi Rama e vem ganhando força em diferentes partes da Albânia, impulsionado por críticas à corrupção e à falta de empregos.

Durante o protesto em Tirana, um grupo de jovens mascarados lançou pedras e coquetéis molotov contra os policiais. Em resposta, a tropa de choque usou granadas de efeito moral, gás lacrimogêneo e um caminhão com jato de água.

Vídeos divulgados pela Reuters neste sábado mostram manifestantes preparando os artefatos incendiários improvisados e arremessando-os na direção da polícia.

O saldo dos confrontos

De acordo com dados da polícia, cerca de 120 policiais e 45 manifestantes ficaram feridos até o momento. A CNN Brasil informou ainda que é provável que parte dos ferimentos sofridos pelos manifestantes não tenha sido registrada.

Ao longo da semana, a capital albanesa já havia registrado outros episódios de violência. Em Tirana, manifestantes quebraram janelas, incendiaram prédios do governo e entraram em confronto com a polícia.

Como os atos se espalharam

As manifestações começaram a alcançar várias regiões do país e fazem parte, segundo a CNN Brasil, de uma onda mais ampla de protestos na Europa. Itália e França aparecem entre os países citados nesse contexto.

No caso francês, os atos tiveram início no mês passado em escolas de ensino médio nos subúrbios pobres ao norte de Paris. As reclamações sobre falta de professores e condições precárias das instalações depois se ampliaram para temas como desigualdade, gastos públicos e padrão de vida.

Na Albânia, o foco do movimento inclui a situação política do país e demandas ligadas a emprego e corrupção, com mobilizações que seguem concentrando participantes em Tirana.

Com informações da CNN Brasil

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