Caso em Pitanga voltou a chamar atenção para o gesto usado por uma menina de 9 anos em Curitiba para escapar de uma tentativa de estupro.
Um homem continua preso preventivamente depois de uma mulher de 28 anos conseguir ajuda ao fazer o sinal universal de pedido de socorro em Pitanga, na região central do Paraná. Segundo o g1 Paraná, o caso voltou a ganhar atenção após uma menina de 9 anos usar o mesmo gesto em Curitiba e escapar de uma tentativa de estupro.
A situação em Pitanga ocorreu em 3 de agosto e foi registrada por uma câmera de segurança. Nas imagens, a mulher aparece ao lado do ex-companheiro e faz o gesto com as mãos pelas costas ao notar a aproximação de um carro. Os ocupantes do veículo perceberam o pedido, pararam e a levaram até a polícia.
De acordo com as investigações, o homem invadiu a casa da ex-companheira naquele dia, a manteve sob o controle dele por aproximadamente 6 horas e a agrediu com socos, chutes e um cabo de vassoura. Depois, a obrigou a acompanhá-lo até a casa do atual namorado dela para “tirar satisfação”.
Ao detalhar a sequência, o delegado William Gama Assunção afirmou: “A mulher tinha sido agredida pelo ex-companheiro, que tinha invadido a casa e, por questões de ciúme do atual companheiro dessa vítima, a agrediu e a levou para tomar satisfações no outro endereço, onde reside o atual companheiro da vítima. Nesse percurso entre a casa da vítima e a casa do atual companheiro, foi que ela conseguiu pedir ajuda através de sinais ao indivíduo que passava na rua”.
As testemunhas que passavam de carro abordaram o casal depois de ver o gesto. Segundo a investigação, elas perceberam lesões aparentes na vítima e, quando perguntaram o que acontecia, a mulher pediu que a polícia fosse chamada. Ela entrou no carro, e o agressor quis acompanhá-la. Todos seguiram até a Companhia da Polícia Militar de Pitanga, onde a corporação identificou um caso de lesão corporal no contexto de violência doméstica e familiar.
A vítima foi levada ao hospital para atendimento médico, e o homem acabou preso em flagrante. Ele alegou que houve uma discussão e disse que as agressões foram mútuas.
O que aconteceu depois
O suspeito foi solto pela Justiça no dia seguinte à prisão, sem pagar fiança. No entanto, no dia 5, apedrejou a casa da família da vítima, ameaçou os parentes e danificou o carro dela. Por causa disso, voltou a ser detido no dia 6, desta vez em prisão preventiva, sem prazo determinado.
Ele permanece preso desde então, conforme informou o delegado ao g1 nesta quinta-feira (15). O g1 não divulgou o nome do homem para preservar a identidade da vítima.
Processo na Justiça
O homem responde por lesão corporal, qualificada por ser praticada contra a mulher, por razões da condição do sexo feminino; ameaça, qualificada pelo mesmo motivo; e cárcere privado, qualificado por resultar à vítima grave sofrimento físico ou moral.
Segundo o delegado, a Polícia Civil também o indiciou por violência psicológica, dano e injúria, mas o Ministério Público do Paraná deixou esses crimes fora da denúncia apresentada à Justiça.
O g1 apurou ainda que ele teve uma passagem anterior pela polícia em 2017 por violência doméstica contra outra vítima. Esse inquérito foi arquivado. Em 2022, houve uma nova passagem pelo crime de ameaça, caso que ainda não foi julgado. Como nenhuma das denúncias teve julgamento concluído, ele é considerado réu primário.
O sinal usado pela mulher e pela criança em Curitiba consiste em manter a palma da mão voltada para fora, dobrar o polegar para dentro e fechar os outros quatro dedos sobre ele.
Com informações do g1 Paraná
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