Em cerimônia perto da Casa Branca, presidente também homenageou socorristas e disse que marcará os 25 anos da data no Pentágono, não em Nova York.
A poucos dias das cerimônias pelos 25 anos dos ataques de 11 de setembro, Donald Trump usou um evento em Washington para misturar homenagem a socorristas com mensagens sobre segurança, campanha política e a guerra contra o Irã. Segundo a CNN Brasil, o presidente participou nesta terça-feira (08) de um ato no Ellipse, nas proximidades da Casa Branca.
No local, estava exposta uma viga de aço de 6,4 metros e 6.305 quilos recuperada da Torre Sul do World Trade Center. A peça faz parte de uma ação educacional sobre o serviço e o sacrifício dos socorristas do 11 de Setembro e já passou por locais como o Memorial Nacional do Voo 93, em Shanksville, Pensilvânia, e a Escola Primária Emma E. Booker, em Sarasota, Flórida.
Ao discursar diante de socorristas de Nova York, Washington, D.C., e Pensilvânia, além de militares, famílias Gold Star e parentes de socorristas mortos, Trump disse: “Quando vemos este aço, somos lembrados de que, não importa qual ameaça ou desafio surja em nosso caminho, a América vai lutar. A América vai resistir e a América vai prevalecer”.
Trump, natural de Nova York, também relembrou o que viveu naquele dia. “Vi coisas que nunca mais quero ver”, afirmou.
Irã e discurso político
Durante a cerimônia, o presidente associou a lembrança dos ataques à ofensiva de seu governo contra o Irã, que entra no sétimo mês. No discurso, ele afirmou: “Estamos lutando neste momento porque temos uma determinada nação que queria uma arma nuclear. Eles estavam muito perto de consegui-la, e agora não têm nenhuma chance de consegui-la. Eles nunca terão uma arma nuclear. O Irã não terá uma arma nuclear”.
Trump também levou a fala para o terreno eleitoral ao mencionar o comunismo como ameaça aos Estados Unidos, repetindo um tema que tem usado contra o Partido Democrata às vésperas das eleições de meio de mandato. Na cerimônia, declarou: “Nossas forças de segurança mantêm nosso país unido diante de algumas ameaças. Temos algumas ameaças muito reais neste momento. Temos pessoas que querem seguir por um caminho diferente, querem seguir por um caminho comunista. Bem, isso não vai funcionar”.
Homenagens e menção a Lutnick
O evento incluiu uma homenagem póstuma a Welles Crowther, que recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade. Conhecido como o “homem da bandana vermelha”, ele era operador do mercado financeiro e bombeiro voluntário. Antes do desabamento da Torre Sul, fez três viagens ao saguão do 78º andar para ajudar a conduzir pessoas a um local seguro.
Ao mencionar Crowther, Trump fez uma brincadeira e disse que o herói havia “ficado mais famoso do que eu. Não gosto disso”.
Na entrada do evento, imagens de mais de 400 socorristas mortos também estavam expostas. Trump ainda citou integrantes da plateia, entre eles o secretário de Comércio Howard Lutnick. Em 2001, Lutnick era presidente da Cantor Fitzgerald, que mantinha escritórios no World Trade Center e perdeu 658 funcionários no ataque, incluindo o irmão dele.
Nos últimos dias, Lutnick foi criticado depois de afirmar falsamente, em entrevista à CNBC, que nenhum americano havia morrido durante a guerra contra o Irã. Trump havia tentado reduzir o peso da declaração na semana passada, em sua rede Truth Social, e o secretário depois pediu desculpas. Nesta terça, o presidente comentou: “Ele tem alguns defeitos, mas, no geral, é excelente”.
Trump não deve viajar para Nova York na sexta-feira, quando ocorrerão as cerimônias de 25 anos no World Trade Center. De acordo com pessoas familiarizadas com os planos dele, o presidente marcará a data no Pentágono. A CNN Brasil informou que ele não participará do ato em Nova York em parte porque deseja fazer um discurso; desde 2012, políticos não têm permissão para discursar no evento.
Com informações da CNN Brasil
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