Menina de 13 anos já tinha sido acolhida em 2025, voltou para casa e depois escreveu uma carta à professora relatando estupros e negligência.
Uma nova denúncia feita por uma menina de 13 anos levou à prisão preventiva de três adultos em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Segundo o TNOnline, a adolescente já havia sido retirada do convívio familiar em 2025 após relatar maus-tratos e importunação sexual, mas depois voltou para casa e, mais tarde, escreveu uma carta à professora pedindo socorro.
De acordo com o caso relatado, o cunhado da adolescente, de 45 anos, estuprava a menina com o consentimento dos pais dela, de 50 e 62 anos. Os três foram presos nesta quarta-feira e devem responder por estupro de vulnerável, favorecimento da exploração sexual e maus-tratos.
Antes da nova denúncia, a estudante já tinha usado a escola para comunicar o que vivia em casa. Após esse primeiro relato, a rede de assistência social encaminhou a adolescente para uma instituição de acolhimento. Depois, porém, ela foi reintegrada à família após promessas de mudança feitas pelos responsáveis.
O que aconteceu após o retorno
Quando voltou para casa, a adolescente passou a viver, ainda segundo o TNOnline, em um quadro de negligência agravado pelo vício dos pais em crack. Conforme a apuração publicada pelo veículo, o casal recebia dinheiro do cunhado para permitir que ele cometesse os abusos.
A situação voltou a ser denunciada quando a menina escreveu uma carta à professora. No texto, ela relatou os estupros e também disse que os pais não compravam nem o básico para a alimentação da família. A carta, segundo o TNOnline, alertava ainda que aquilo “não representava nem metade do que ela passava.”
Com a nova comunicação feita pela escola, a Polícia Civil do Paraná atuou por meio do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) e prendeu os três envolvidos.
Situação da adolescente
Após o resgate, a menina foi novamente encaminhada para uma instituição de acolhimento. Segundo as informações publicadas, ela recebe suporte psicológico e proteção do Estado.
A polícia também informou que denúncias anônimas podem ser feitas pelos números 197 e 181.
Com informações do TNOnline
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