Secretário do Estado anuncia investimentos para construção de penitenciária no Norte Pioneiro

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Nos últimos anos têm ganhado força a necessidade da construção de uma penitenciária na região do Norte Pioneiro para desafogar a superlotação em cadeias públicas e carceragens nos municípios. O objetivo é dar mais autonomia aos policiais civis em delegacias que ainda realizam a custódia de presos e proporcionar mais segurança a população em geral, visto que locais lotados e com presos de maior periculosidade apresentam maior chance de haver rebeliões e fugas.

O assunto teve destaque e, há dois anos, passou a ser debatida a construção de um Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) no município de Jacarezinho. O tema foi levado ao plenário da Câmara de Vereadores e discutido entre representantes dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário além da comunidade.

Nos últimos meses, principalmente após o início da pandemia, o assunto acabou sumindo das mídias, mas a ideia não foi descartada. No último sábado (15), durante visita a Brasília/DF, o secretário de Segurança Pública do Paraná, Romulo Marinhos Soares, informou que o estado costurou um investimento junto ao Governo Federal na casa dos R$ 120 milhões e parte desta verba será destinada para a construção de uma penitenciária na região do Norte Pioneiro.

Apesar do anúncio da construção da nova penitenciária e as reuniões realizadas sobre o CDR em Jacarezinho, o município sede ainda não foi oficialmente confirmado. Em reunião com a diretora geral do Departamento Penitenciário Nacional, Tânia Fogaça, Romulo falou sobre a necessidade de investimentos na casa dos R$ 48 milhões para construção de uma penitenciária em um município que esteja situado perto à divisa com o Estado de São Paulo o que, segundo o secretário, facilitaria o fluxo de trabalho dos agentes do Depen.

Além da construção da nova penitenciária, o secretário informou que o recurso ainda vai ser aplicado no desenvolvimento de projetos e obras, além da aquisição de armas e equipamentos. “O Paraná recebeu essa missão de implantar uma unidade de segurança média. Verificamos as tratativas de contratos, recursos, acerto de demandas e trâmites para que a Secretaria da Segurança Pública possa acelerar os atos normativos para iniciar em breve o processo de licitação”, explicou o secretário.

Romulo ainda informou que a expectativa é de que o edital de construção seja lançado no segundo semestre. Devido aos requisitos para instalação de uma penitenciária, o secretário ainda informou que outras obras terão de ser realizadas, como ampliação da rede de esgoto no local onde a construção for ser realizada. “Estamos trabalhando para que o Paraná obtenha esse investimento o mais rápido possível e, assim, implementar mais uma estrutura de segurança pública”, disse.

Desenvolvimento
Além da questão relacionada a Segurança Pública, para lideranças políticas e autoridades ligadas a área, a construção do presídio na região também traria desenvolvimento econômico, visto que uma penitenciária pode gerar até 300 vagas de emprego e realização de concurso público. Além disso, também pode haver a geração de empregos indiretos, visto que durante a construção e operação da unidade trabalhadores iriam movimentar a economia local utilizando farmácias, supermercados entre outros estabelecimentos.

Rebeliões
Fugas e rebeliões são alguns dos motivos que reforçam a necessidade da construção do presídio para abrigar presos e desafogar as carceragens da região. As cadeias de Ibaiti e Santo Antônio da Platina são alguns exemplos de registros de ações violentas dos presos e fugas em massa, colocando em alerta a população de toda região.

Demais investimentos
Além dos investimento para construção da penitenciária no Norte Pioneiro, a verba também será aplicada em outras áreas.

Um dos repasses, de R$ 32 milhões, será usado para aplicação no programa de atenção psicossocial Prumos e auxílio no enfrentamento do crime organizado. A tratativa de compra de novas pistolas para as polícias do Paraná também avançou, com aporte de R$ 31,5 milhões.

Outros R$ 11,3 milhões serão usados para aquisição de fardamento aos policiais, como coletes balísticos, capacetes e outros tipos de equipamentos, e R$ 16 milhões atualizarão a comunicação interna diária com a aquisição de rádios digitais, garantindo mais segurança na transmissão de informações sigilosas do campo operacional das forças de segurança na fronteira.
VIA: AEN.
Folha Extra

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