Trabalho aplicado em escola de dança de Londrina recebeu o Gold Winner no MarCom Awards 2026 e passou de 1 milhão de visualizações orgânicas
Um projeto desenvolvido na Universidade Federal do Paraná (UFPR) para uma escola de dança de Londrina levou um prêmio internacional de marketing e comunicação. Segundo o Bem Paraná, o mestrando Matheus Ferreira conquistou o Gold Winner no MarCom Awards 2026 com um trabalho de refresh de marca aplicado ao Ballet Luana Prado.
Ferreira cursa o mestrado em Estratégias de Marketing e Comportamento do Consumidor na UFPR. O projeto premiado, intitulado From Distant to Desirable: The “Totalmente LuanaPradotizada” Effect, ficou com o reconhecimento máximo em uma categoria ligada a branding e reposicionamento de marca.
A proposta partiu de uma questão prática: entender como uma marca pode ser associada à excelência e, ao mesmo tempo, ser vista por parte do público como distante. Em vez de limitar a análise à identidade visual ou à divulgação, o estudo cruzou relações entre marca, experiência de serviço e o ambiente urbano onde a empresa está inserida.
Como o trabalho foi construído
O diagnóstico considerou a trajetória do Ballet Luana Prado ao longo de 20 anos, com metodologia rigorosa, presença em competições nacionais e uma estrutura física marcante, que inclui um castelo cenográfico e uma sala de dança com mais de 400 metros quadrados. Ainda assim, havia a percepção de que o espaço seria voltado principalmente para quem pretendia seguir carreira profissional na dança.
Para investigar essa leitura, o projeto observou o entorno da escola, localizada na Gleba Palhano, em Londrina. A análise incluiu características da região, como valorização imobiliária, verticalização e presença de condomínios, além de referências da Consumer Culture Theory, linha que Matheus pesquisa na universidade.
Elementos culturais do norte paranaense, como a identidade “Pé Vermelho” e a tradição do café, entraram na estratégia para aproximar a comunicação da escola da comunidade londrinense. A aplicação passou por redes sociais, comunicação interna, relacionamento com públicos, parcerias e desenho de experiências.
Resultados e reconhecimento
Um dos momentos observados no projeto foi o Festival de Dança de Joinville. Durante dez dias, a escola fez uma cobertura digital para acompanhar a participação de 40 bailarinos, mostrando apresentações, bastidores, emoções e as relações construídas ao longo da experiência.
De acordo com os resultados citados pela premiação, a estratégia alcançou mais de 1 milhão de visualizações orgânicas. Também houve conversão de 51,9% dos agendamentos de aulas experimentais em matrículas. No mesmo período, adultos, um público novo para a empresa, responderam por 19% dos novos contatos recebidos.
Em fala reproduzida pelo Bem Paraná, Ferreira afirmou: “Esse prêmio é a prova de que quando Academia e mercado andam juntos, a sociedade avança! A pesquisa permite olhar para problemas de mercado para além das respostas mais imediatas. Nesse caso, a questão era compreender como o contexto cultural e urbano participava da construção da percepção da marca. É um reflexo de que nossos estudos produzidos na universidade retornam em benefício da sociedade com responsabilidade promovendo desenvolvimento socioeconômico.”
Esse foi o 3º prêmio de Ferreira unindo pesquisa e aplicação prática. Em agosto deste ano, ele também venceu as categorias Digital e Educação em uma premiação nacional promovida pela Fundação Brasileira de Marketing.
Trajetória e prêmio
Natural do Acre e morador de Curitiba, Ferreira já trabalhou como consultor para pequenos negócios e participou de projeto do Grupo META, responsável pelas redes Facebook, Instagram e WhatsApp. Hoje, atua como pesquisador em marketing e segue voltado à ligação entre produção acadêmica e demandas de organizações e profissionais.
Atualmente, ele está na fase final do mestrado em um programa de pós-graduação que figura entre os 10 melhores avaliados do país, segundo a CAPES. O MarCom Awards, por sua vez, é administrado pela Association of Marketing and Communication Professionals (AMCP), dos Estados Unidos, e reúne mais de 6.000 projetos do mundo todo. A banca concede o diploma de Gold Winner aos trabalhos considerados de excelência em criatividade, estratégia e diferenciação.
Com informações do Bem Paraná