Segundo a investigação, produtora de Dark Horse quitou quatro faturas do cartão do deputado e bancou hospedagens em 2025.
A Polícia Federal aponta que a produtora do filme Dark Horse arcou com cerca de R$ 148 mil em despesas de Mario Frias (PL-SP) em 2025. Segundo a CNN Brasil, os registros citados na investigação incluem aproximadamente R$ 136,8 mil em faturas de cartão de crédito e R$ 11,2 mil em hospedagens do deputado.
Frias é roteirista de Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e se tornou alvo da PF por suspeitas de desviar emendas parlamentares para a produção do filme. A investigação também alcança Karina Gama, sócia da Go Up Entertainment, por aparecer assinando contratos da empresa.
De acordo com o documento citado pela investigação, foram quatro faturas de cartões de Frias pagas pela produtora. Os lançamentos correspondem aos meses de agosto, setembro, outubro e novembro.
Além disso, outros três pagamentos de hospedagem foram feitos entre 28 de outubro e 10 de novembro de 2025. O período coincide com parte da produção do longa.
Datas citadas na investigação
As gravações de “Dark Horse” aconteceram entre 20 de outubro e 7 de dezembro de 2025. A apuração da PF relaciona os gastos nesse intervalo ao deputado, que integra o projeto como roteirista.
Karina Gama também virou alvo da Polícia Federal no caso. Segundo o que consta no material citado, ela aparece como signatária dos contratos da Go Up Entertainment.
Até a publicação da reportagem da CNN Brasil, nem Frias nem a Go Up haviam respondido ao contato feito pelo veículo.
Com informações da CNN Brasil