Paraná leva drones a 11 colégios agrícolas

Rede estadual do Paraná passou a usar 11 drones de pulverização em colégios agrícolas; cerca de 4,8 mil estudantes serão atendidos.

Um grupo de pessoas observa um homem ajustando um drone em um campo verde
Um grupo de pessoas observa um homem ajustando um drone em um campo verde. Foto: Reprodução / TNOnline

Com investimento aproximado de R$ 1,6 milhão, a medida atende cerca de 4,8 mil alunos da rede estadual em aulas práticas nas fazendas-escola.

Cerca de 4,8 mil estudantes de 11 colégios agrícolas da rede estadual do Paraná passaram a ter acesso a drones de pulverização para atividades práticas nas fazendas-escola. Segundo o TNOnline, a aquisição dos equipamentos envolveu investimento aproximado de R$ 1,6 milhão por meio do programa Paraná Competitivo.

O projeto foi implantado em setembro pela Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) com o nome “Carbono Zero e Rastro Zero: drones para agricultura sustentável e de alta produtividade em colégios agrícolas do Paraná”. Ao todo, foram comprados 11 drones para uso nas unidades de ensino.

Com os equipamentos, as aulas práticas passam a abranger conteúdos como agricultura digital, agricultura de precisão, georreferenciamento, planejamento de voo, automação agrícola e manejo racional de insumos. A proposta é aproximar a formação técnica das ferramentas usadas no agronegócio.

Os drones também permitem que os alunos acompanhem etapas como o planejamento das missões e a aplicação localizada de defensivos agrícolas e fertilizantes. De acordo com a Seed-PR, os aparelhos contam com sistemas de navegação por satélite, controle automático de voo e sensores inteligentes.

Como será o uso nas escolas

A definição de quais colégios receberiam os equipamentos foi feita pela Seed-PR com base em critérios técnicos e pedagógicos. Entre eles estão a existência de fazenda-escola em funcionamento, o número de estudantes beneficiados, a distribuição regional das instituições e a capacidade de uso contínuo nas atividades de ensino.

Os drones poderão ser empregados em culturas como soja, milho, trigo, feijão e pastagens, conforme o calendário produtivo de cada escola. A operação ficará a cargo de profissionais que já receberam capacitação sobre procedimentos técnicos, normas de segurança e boas práticas de uso.

O coordenador de Colégios Agrícolas da Seed-PR, Renato Gondin, afirmou: “Com a incorporação dos drones às atividades das fazendas-escola, nossos estudantes têm acesso a tecnologias que já fazem parte da rotina das propriedades rurais mais produtivas do país. Isso torna o aprendizado mais prático, aproxima a formação da realidade do mercado de trabalho e amplia a qualificação dos futuros técnicos em Agropecuária, preparando-os para atender às demandas do agronegócio moderno”.

Em Apucarana, no Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola (CEEPA) Manoel Ribas, o diretor da unidade didático-pedagógico (UDP), Júlio César Pedroso, disse: “Essa tecnologia coloca nossos estudantes em contato com ferramentas que já fazem parte da agricultura moderna. O aprendizado deixa de ser apenas teórico e passa a contemplar todas as etapas da agricultura de precisão, fortalecendo a formação técnica e profissional. Assim, eles se preparam para um mercado de trabalho cada vez mais inovador e digitalizado”.

Como foi feito o investimento

A compra dos drones ocorreu dentro do programa Paraná Competitivo. Pela divisão informada, a Audi do Brasil viabilizou a aquisição de dez equipamentos, enquanto a LongPing High-Tech Biotecnologia Ltda. financiou um dispositivo.

O programa estadual prevê o reinvestimento de parte dos incentivos tributários concedidos a empresas privadas por meio do Tratamento Tributário Diferenciado (TTD) em projetos de interesse público. A proposta passou pelo Comitê de Reinvestimento de Recursos do Programa Paraná Competitivo (CRPC) e foi formalizada com Termos de Reinvestimento, que definem responsabilidades, fiscalização e prestação de contas.

O nome do projeto faz referência ao uso de práticas mais eficientes no campo, com redução do consumo de insumos, dos impactos ambientais e das emissões de carbono nas operações agrícolas.

Com informações do TNOnline

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