Paciente supera Covid-19 utilizando um capacete de ventilação no Paraná

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Para tratar o professor aposentado Miguel Dresch, 65 anos, de São Jorge D’Oeste (oeste do Paraná), que já apresentava 90% do pulmão comprometido por ter contraído a Covid-19, a BRIC foi escolhida pelo médico Daniel Emygdio do Nascimento, que liderou o atendimento médico do paciente no período crítico de seu quadro de saúde, com frequência respiratória aumentada, baixos índices de oxigênio e bastante esforço para respirar.

“Decidimos usar o capacete de ventilação no paciente com Covid-19 por alguns motivos: A BRIC se mostrou decisiva para que Dresch não evoluísse para a intubação e para a ventilação mecânica”, afirma o Dr. Daniel, que também é integrante da Comissão de Enfrentamento à Covid-19 da unidade.

Miguel foi hospitalizado no dia 29 de março com esforço respiratório discreto (um ataque apneia), dez dias depois de sentir os primeiros sintomas da doença, como cansaço e falta de ar. Na quinta-feira, dia 1 de abril, já foi iniciado o tratamento com o uso do capacete de ventilação para diminuir o esforço respiratório do paciente por conta do desconforto da falta de ar.

No primeiro dia de tratamento, ele utilizou a BRIC em períodos com maiores intervalos de tempo para adaptação, como duas horas de manhã e quatro horas à tarde. Depois, com o uso por seis e oito horas, voltou a utilizá-lo por quatro horas intercalando com mais pausas. Após esse tempo, Dresch seguiu com o capacete de ventilação quase que em período integral, por 48 horas, com apenas algumas interrupções, para alimentação, por exemplo. “O uso da BRIC foi fundamental para minha recuperação. Quando iniciamos o tratamento, eu já estava com quase 100% do pulmão comprometido. A BRIC me ajudou, pois foi o único tratamento que fiz e me livrou do tubo”, relata o paciente.

Após quatro dias de tratamento, no dia 5 de abril, Dresch conseguiu oxigenar, o que gerou alívio da sensação de dispneia e já apresentava melhora, passando para o oxigênio com a máscara de VNI durante 24 horas, intercalando com o capacete de ventilação. Ele chegou a ser levado para a UTI para reforçar os cuidados intensivos de monitoramento e continuou utilizando a BRIC. Após retornar para o quarto no dia 10, retornou à UTI no dia 16 por retenção de gás carbônico. E na terça dia 20, voltou definitivamente para o quarto, pois a equipe médica conseguiu estabilizá-lo, melhorando sua saturação.

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