Meta tem 24 horas e multa maior para responder ao TSE

TSE deu novo prazo à Meta e aumentou a multa para R$ 1 milhão em decisão que cobra esclarecimentos sobre distribuição e anúncios de campanhas.

Letras metálicas com as siglas TSE em um prédio sob céu azul com nuvens
Letras metálicas com as siglas TSE em um prédio sob céu azul com nuvens. Foto: Reprodução / Agência Brasil

Ministro Marco Aurélio Bellizze elevou a penalidade para R$ 1 milhão após a empresa não apresentar, no prazo anterior, informações sobre isonomia entre campanhas no segundo turno.

A Meta recebeu novo prazo do Tribunal Superior Eleitoral para explicar como trata conteúdos e anúncios políticos no segundo turno da eleição presidencial. Segundo a Agência Brasil, o ministro Marco Aurélio Bellizze determinou nesta segunda-feira (19) que a empresa envie as informações em 24 horas e elevou a multa por descumprimento para R$ 1 milhão.

A decisão veio depois de a empresa não atender ao prazo anterior, de 72 horas. O TSE quer que a Meta comprove a adoção de medidas de isonomia na distribuição de posts políticos e na veiculação de anúncios de campanha em plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp.

Na semana passada, a corte atendeu a um pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, para que a empresa fosse obrigada a prestar esclarecimentos. A coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia Lula, apresentou dados segundo os quais a Meta estaria desfavorecendo conteúdos do campo político do presidente e dando maior destaque ao campo adversário, em afronta à legislação eleitoral.

Além disso, a reclamação aponta possível desigualdade no impulsionamento de anúncios pagos. A campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro também apresentou no TSE uma queixa semelhante.

O que o TSE quer saber

Na nova ordem, Bellizze listou os pontos que a empresa deve esclarecer. Entre eles, estão o funcionamento dos sistemas de recomendação de posts nas plataformas e os dados sobre o alcance dos anúncios das duas candidaturas que disputam o segundo turno.

O ministro também pediu a apresentação de investigações sobre possíveis redes de perfis inautênticos. Outro item solicitado são informações sobre conteúdos que deveriam receber identificação por terem sido produzidos ou alterados sinteticamente.

Na última sexta-feira (16), o plenário do TSE já havia mantido uma decisão anterior de Bellizze. Nessa determinação, o ministro ordenou tratamento isonômico imediato às campanhas nas plataformas da empresa e fixou multa diária de R$ 500 mil caso não fossem demonstradas medidas para garantir exposição igualitária.

Resposta da empresa

Depois de o PT denunciar as falhas, a Meta afirmou que proibiu a recomendação de candidatos em cumprimento à determinação do TSE. A empresa também informou ter adotado novas restrições nas recomendações.

Em manifestação citada pela empresa, a Meta afirmou: “Em cumprimento às regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”.

Com informações da Agência Brasil

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