Justiça marca data de júri popular para acusado de matar diretor da UENP

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Prestes a completar dois anos, o homicídio do diretor do campus de Cornélio Procópio da UENP (Universidade do Norte do Paraná), Sérgio Roberto Ferreira, 60, está mais próximo de ter um desfecho. Isso porque a Justiça agendou para o dia 11 de fevereiro a data do júri popular a qual foi designado o professor Laurindo Panucci Filho, 46, principal acusado da morte do diretor.
Ferreira morreu no dia 20 de dezembro de 2018 nas dependências da Universidade em que atuava desde 1990. Em seu segundo mandato como diretor do campus de Cornélio Procópio, Ferreira foi encontrado em sua sala com ferimentos na cabeça. Ele chegou a ser encaminhado a um hospital, porém não resistiu.
Já o professor Laurindo Panucci Filho foi detido poucos dias depois em Teodoro Sampaio (interior de São Paulo) e confessou o crime à polícia. Em sua casa, em Cornélio Procópio, a polícia encontrou uma machadinha que teria sido usada por ele nos ataques contra Sérgio Ferreira.
Para o Ministério Público do Paraná, Panucci Filho cometeu um homicídio triplamente qualificado, por meio cruel, motivo fútil e porque dificultou a defesa da vítima. Ele permanece preso.
Em agosto, o Tribunal de Justiça do Paraná negou um pedido feita pela defesa de Panucci Filho de transferência do julgamento para outro município. Questionado nesta sexta-feira (13), o advogado Diego Moreto Fiori, defesa do réu, disse que vai recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) por entender que a comoção gerada pelo crime em Cornélio Procópio fere o princípio da ampla defesa.
“Entendemos que por ser uma cidade universitária e a vítima ser diretor de uma instituição, foi inaugurado um monumento em sua homenagem, entendemos que a ocorrência do júri não atenderia ao princípio da ampla defesa. Para a acusação isso não traria nenhum prejuízo em relação ao direitos constitucionais”, avaliou o advogado.
Após o crime, a UENP realizou uma homenagem que contou com a presença de cerca de 500 pessoas.
O advogado de defesa também informou que não deverá recorrer do pedido de liberdade provisória ao seu cliente, negado pelo TJPR na mesma decisão por não haver nenhum fato novo que altere a sua situação.
“Nós não reiteramos o pedido até porque foi julgado o Habeas Corpus dele há três meses no Superior Tribunal de Justiça e entendemos que não seria o momento agora”, disse o advogado.
Matéria: Bonde e Folha de Londrina

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