Gaeco denuncia trio por propina na delegacia de Bandeirantes

Gaeco de Londrina denunciou três investigados da Operação Fim da Trilha por suposta propina em Bandeirantes e também por crimes do desarmamento.

Três pessoas com coletes táticos caminham de costas, um deles com a sigla GAECO visível
Três pessoas com coletes táticos caminham de costas, um deles com a sigla GAECO visível. Foto: Reprodução / NPDiário

MP-PR aponta pagamento de R$ 10 mil para acesso a celular apreendido e pede perda do cargo público de um investigador.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina apresentou duas denúncias criminais contra três investigados da Operação Fim da Trilha, em um caso que envolve a 39ª Delegacia Regional de Bandeirantes. Segundo o NPDiário, o Ministério Público do Paraná sustenta que houve pagamento de R$ 10 mil para permitir acesso a um celular apreendido que estava sob custódia da unidade.

Na denúncia, aparecem um investigador da Polícia Civil, um advogado que teria feito a intermediação e a pessoa que teria repassado o dinheiro. Os três respondem por corrupção passiva e ativa.

De acordo com o promotor de Justiça Leandro Antunes, a suspeita é de que esse acesso ao aparelho tenha permitido apagar informações que poderiam ser usadas como prova em uma investigação.

Além da responsabilização criminal, o MP-PR pediu a devolução dos R$ 10 mil apontados como propina. Também solicitou o pagamento de R$ 100 mil por dano moral coletivo, quantia que, se acolhida, será destinada aos cofres do Estado. No caso do investigador, o órgão ainda requereu a perda do cargo público.

O que já havia sido apurado

A Operação Fim da Trilha foi deflagrada em 23 de abril, com mandados de busca e apreensão na delegacia de Bandeirantes e na residência do policial, em Cambará. Na ocasião, foram recolhidos computadores, celulares, documentos e dinheiro.

As investigações começaram a partir de informações reunidas em outras operações contra grupos ligados ao tráfico de drogas na região. Segundo o MP-PR, conversas identificadas pelo Gaeco indicaram negociações para facilitar a entrada de celulares e outros materiais na carceragem e, em alguns casos, evitar prisões em flagrante.

O policial investigado trabalhava havia mais de dez anos na delegacia. Após a operação, ele foi afastado das funções, teve o armamento recolhido e passou a ser monitorado eletronicamente.

Outras acusações

Durante o cumprimento das buscas, ainda segundo a apuração, o investigador foi encontrado com um revólver e dezenas de munições de diferentes calibres mantidos de forma irregular na delegacia.

Por esse motivo, os denunciados também respondem por infrações previstas no Estatuto do Desarmamento. Entre os crimes citados estão posse irregular de arma de uso permitido e posse ou porte ilegal de arma de uso restrito.

Com informações do NPDiário

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