Fumaça interrompe missões aéreas contra incêndios no AM

Falta de visibilidade causada pela fumaça afetou voos de combate a incêndios no Amazonas, enquanto o governo ampliou a operação no estado.

Um incêndio intenso ilumina a noite com fumaça densa e chamas altas em uma área aberta
Um incêndio intenso ilumina a noite com fumaça densa e chamas altas em uma área aberta. Foto: Reprodução / CNN Brasil

Ibama informou que quatro helicópteros não concluíram voos por falta de visibilidade; governo federal anunciou reforço com mais cinco aeronaves.

A fumaça das queimadas no Amazonas atrapalhou neste sábado (17) a operação aérea de combate aos incêndios florestais no estado. Segundo a CNN Brasil, o Ibama informou que quatro helicópteros chegaram a voar na região, mas não terminaram as missões por falta de visibilidade.

Essas aeronaves eram usadas para levar brigadistas e equipamentos à operação e também faziam lançamentos de água. Mesmo com interferências, seis aviões Air Tractor conseguiram atuar na área, de acordo com o instituto.

O Ibama também informou que o avião KC-390, usado em transporte militar multimissão e no combate a incêndios florestais, deve voltar às operações assim que a manutenção for concluída. Em nota reproduzida pela CNN Brasil, o órgão explicou: “As aeronaves que operam sob regras de voo visual (VFR, na sigla em inglês) estão sujeitas a requisitos mínimos de visibilidade, que podem chegar a 5.000 metros. Em determinadas condições, operações autorizadas sob VFR especial permitem mínimos inferiores, conforme a regulamentação aplicável. Abaixo desses limites, as aeronaves ficam impedidas de operar por razões de segurança dos pilotos e para evitar paralisações maiores”.

Reforço na operação

Também neste sábado (17), o Governo Federal anunciou a ampliação das ações de enfrentamento aos incêndios florestais no Amazonas. Entre as medidas estão o envio de cinco aeronaves adicionais, o que eleva de 11 para 16 o total disponível para a operação.

O pacote inclui ainda uma nova base centralizada da Força Nacional do SUS em Manaus e R$ 14 milhões para assistência humanitária e contratação de duas aeronaves. No reforço aéreo, haverá um segundo avião KC-390, com capacidade para lançar até 19 mil litros de água por saída. Ele se somará ao KC-390 já mobilizado, que tem capacidade de lançamento de 12 mil litros.

Situação em Manaus

Nos primeiros 17 dias de outubro, o Amazonas registrou 1.892 focos de incêndio, segundo o Painel do Fogo, do Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), órgão ligado ao Ministério da Defesa.

Manaus está coberta de fumaça há cerca de 10 dias, em razão das queimadas em municípios do interior do Amazonas, principalmente nas regiões Leste e Metropolitana, além de outros estados. Entre 7h e 8h deste sábado (17), o índice de qualidade do ar na cidade chegou a 693 pontos, patamar classificado como “perigoso” pela plataforma internacional IQAir.

Até o fim do dia, a capital amazonense ocupava o primeiro lugar entre as cidades mais poluídas do Brasil. A Defesa Civil também classificou a qualidade do ar como péssima neste sábado. Às 6h30, a concentração média de partículas finas (MP2,5) chegou a 401,4 µg/m³.

Nas redes sociais, a Prefeitura de Manaus segue orientando os moradores a permanecer em casa e denunciar focos de incêndio à ouvidoria do Ministério Público do Amazonas ou à guarda municipal.

Com informações da CNN Brasil

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