Elo perdido nas origens do pterossauro é descoberto pelos cientistas

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Lagerpetídeos, um grupo de pequenos répteis que viveu há mais de 210 milhões de anos, pode ser o parente mais próximo do conhecido pterossauro, revelaram os cientistas no estudo publicado na revista Nature.
Quase não se tem conhecimento sobre a árvore genealógica dos pterossauros, estes répteis icônicos que voaram ao lado dos dinossauros. Entretanto, ao contrário dos mesmos, os lagerpetídeos não voavam. “Agora, temos a ideia de como seria um parente de pterossauro que não voa”, contou à revista Live Science um dos autores do estudo, o professor de geociência do Instituto Politécnico de Virginia Tech (EUA), Sterling Nesbitt.
Os primeiros fósseis de pterossauros foram descritos em 1784, desde então, já apareceram vestígios datados em 220 milhões de anos durante o período Triássico, a cerca de 65 milhões anos atrás, no fim da extinção do período Cretáceo.
Até hoje, os cientistas ainda não descobriram os antepassados imediatos do pterossauro, isto é, os animais que poderiam dar pistas sobre como a espécie se tornou o primeiro vertebrado em obter evolução para desenvolver o voo motorizado.
Para esclarecer este enigma, os cientistas escanearam a caixa craniana do lagerpetídeo. Os resultados mostraram que lagerpetídeos e pterossauros dispunham de cérebros e ouvidos internos em formato semelhante, significando que alguns sistemas sensoriais do pterossauro possivelmente evoluíram antes da capacidade de voo.
“Tem a ver com os canais semicirculares [no ouvido], que o orientava no espaço 3D”, contou o cientista. “A forma destes canais corresponde com a ecologia e com a forma como você move sua cabeça. Basicamente, você é ágil ou não?”, explicou Nesbitt.
No entanto, lagerpetídeos não são os ancestrais diretos dos pterossauros. Se você pensa em uma árvore genealógica em forma de “Y”, os lagerpetídeos e os pterossauros estão em diferentes “braços” do Y, mas compartilham um ancestral comum na base do Y.
O estudo “fornece algumas evidências impressionantes”, mas “algumas questões difíceis permanecem”, considerou o especialista em pterossauros da Universidade de Leicester (Reino Unido) David Unwin, citado pela Live Science.
Ele apontou que há uma grande diferença entre a forma dos corpos de ambos os animais, desde o tamanho até a quantidade das patas, essas informações vão criar área para pesquisas seguintes.

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