Welmiton de Arimatéia Silva, de 39 anos, sumiu em 22 de agosto; dois policiais militares estão presos sob suspeita de homicídio e ocultação de cadáver.
O corpo do motorista de aplicativo Welmiton de Arimatéia Silva, de 39 anos, foi identificado por exame de DNA após ser localizado em uma área rural entre Caruaru e Agrestina, no Agreste de Pernambuco. Segundo o TNOnline, ele estava desaparecido desde 22 de agosto, quando saiu de casa para trabalhar.
A localização do corpo foi confirmada no sábado (10). Ainda de acordo com o TNOnline, os restos mortais estavam enrolados em sacos plásticos e arames, e a identificação por DNA foi necessária porque o corpo estava em avançado estado de putrefação.
Welmiton desapareceu na noite de 22 de agosto. Conforme as informações publicadas, ele deixou a casa onde morava por volta das 23h para iniciar o trabalho como motorista de aplicativo.
Na manhã seguinte ao desaparecimento, o carro usado por ele foi encontrado carbonizado em uma estrada de terra no Sítio Malhada das Caveiras, na zona rural de Caruaru.
Prisões no caso
Dois policiais militares, de 40 e 43 anos, foram presos em 27 de setembro por suspeita de participação no homicídio e na ocultação do cadáver. Os mandados de prisão temporária foram expedidos pela Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Caruaru.
Segundo a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), os dois foram encaminhados ao Centro de Reeducação da corporação (CREED), onde permanecem à disposição da Justiça. Os mandados têm prazo de 30 dias.
Apuração administrativa e criminal
A Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social (SDS) também abriu um procedimento preliminar para reunir informações sobre as supostas irregularidades atribuídas aos policiais. A secretaria avalia, a partir desse levantamento, a abertura de processo administrativo disciplinar.
A SDS destacou que a apuração administrativa corre de forma separada da esfera criminal.
Sobre a investigação, a informação registrada é da própria polícia: “Um inquérito policial foi instaurado para apurar as circunstâncias do crime, sob responsabilidade da 20ª Delegacia de Polícia de Homicídios (DPH).”
Com informações do TNOnline