Decreto da prefeitura cita falhas em registros de servidores e trava remoção a pedido no setor durante a auditoria.
A Prefeitura de Carlópolis colocou o Departamento de Recursos Humanos sob intervenção administrativa interna por 90 dias. Segundo o NPDiário, a medida foi formalizada pelo prefeito Nilton Douglas de Meira (PSD) no Decreto nº 4.343/2026 e tem como alvo problemas apontados nos registros funcionais de servidores e na tramitação de atos de pessoal.
O prazo inicial é de três meses, com possibilidade de prorrogação. Nesse período, fica vedada a remoção a pedido de servidores ligados ao Recursos Humanos, salvo casos com justificativa e autorização do Executivo.
No decreto, a administração municipal aponta falhas processuais, omissões e inconsistências que motivaram a abertura de auditoria e a reorganização dos procedimentos do setor. A decisão expõe que o problema não se limita à rotina interna: o município também terá de revisar documentação e lançamentos feitos nos sistemas de controle.
O que a prefeitura diz ter encontrado
Em entrevista ao NPDiário, o procurador do município, Sivonei Mauro Hass, afirmou que foram identificadas deficiências de documentos e averbações nos registros funcionais de servidores. Ele também citou falhas na formalização, na documentação e na informação de atos de pessoal junto aos sistemas mantidos pelo TCE/PR.
De acordo com o procurador, houve ainda inconsistências na condução e na documentação de atos de chamamento, nomeação e posse de servidores aprovados em concurso. A apuração, segundo ele, deverá levantar com precisão quais ocorrências existiram, quantas foram e em quais circunstâncias aconteceram, antes da correção dos registros, da documentação e das informações lançadas.
Reestruturação e prazo
Ao explicar a escolha pela intervenção, Sivonei Mauro Hass disse ao NPDiario: “também considerando a necessidade de providenciar a reestruturação do departamento, treinamento de pessoal e outras, entendeu-se como mais adequando ao caso o mecanismo da intervenção, dado que traz em si as ferramentas para ataque e correção das situações em tela”.
O procurador informou que a intenção é concluir o trabalho antes dos 90 dias previstos. Ainda assim, o próprio decreto abre a possibilidade de estender o prazo caso o andamento da apuração e das medidas de correção exija mais tempo.
A intervenção atinge um setor central da administração, responsável por atos ligados à vida funcional dos servidores. Com isso, a prefeitura passa a concentrar no período de auditoria a revisão de documentos, averbações e procedimentos que, segundo a própria gestão, apresentaram falhas.
Com informações do NPDiario
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