Homem foi preso em flagrante por tentativa de estupro de vulnerável, segundo a Polícia Civil do Paraná, após abordagem no bairro Butiatuvinha.
Uma menina foi socorrida na última sexta-feira, 9, em Curitiba depois de usar com a mão o sinal universal de pedido de ajuda. Segundo o TNOnline, um homem acabou preso em flagrante por tentativa de estupro de vulnerável, de acordo com a Polícia Civil do Paraná.
A polícia informou que a vítima foi abordada na rua e começou a fazer o gesto de socorro. Outra testemunha, também menor de idade, procurou ajuda em um posto de gasolina. A Guarda Municipal foi acionada e prendeu o suspeito no bairro Butiatuvinha.
Conforme a Polícia Civil do Paraná, o homem usava tornozeleira eletrônica por causa de uma condenação pelo crime de estupro de vulnerável, investigado em 2016. A corporação também informou que há uma passagem por ato obsceno em 2025, em Colombo, cidade a cerca de 20 quilômetros de Curitiba.
Nesse episódio de 2025, segundo a polícia, ele assinou um termo circunstanciado de infração penal. O procedimento, ainda conforme a pasta, já está com a Justiça para as medidas cabíveis.
Como funciona o gesto
A Polícia Civil do Paraná explicou que o sinal pode ser usado por mulheres em situação de risco, independentemente da idade. O movimento é feito em três etapas: levantar a mão com a palma virada para fora, dobrar o polegar e fechar os outros dedos sobre ele.
De acordo com a corporação, a palma deve ficar voltada para a pessoa de quem se busca ajuda. A polícia afirmou ainda que, ao perceber o gesto, quem prestar auxílio pode acionar as forças de segurança.
Segundo a pasta, o sinal foi criado em 2020 pela Canadian Womens Foundation, uma Organização Não Governamental de proteção a mulheres sediada no Canadá.
Outro caso recente
A reportagem do TNOnline também cita um resgate ocorrido na semana passada em São Paulo. Uma menina de 10 anos, sequestrada pelo próprio pai depois de ele agredir a ex-companheira em Barueri, na Grande São Paulo, foi localizada pela Polícia Militar em Praia Grande, no litoral paulista.
Em relato à TV Tribuna, afiliada da Globo, a mãe contou como a filha chamou a atenção de um policial. “Quando eles estavam passando, ela piscou para ele. E daí ele falou para o parceiro: Sargento, vamos voltar”, disse à emissora.
Dados da violência sexual
Em março de 2026, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, pela Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), números sobre violência sexual entre estudantes de 13 a 17 anos das redes pública e privada do País.
Em 2024, 8,8% dos escolares dessa faixa etária relataram estupro, com aumento relativo de 2,5 pontos porcentuais em relação a 2019. As meninas foram as que mais reportaram esse tipo de violência, com 11,7%, e os estudantes da rede pública somaram 9,3%, segundo a pesquisa.
Com informações do TNOnline