Suspeito de 33 anos, que cursa Medicina no país vizinho, também é investigado por pedofilia e produção de material de abuso sexual envolvendo menores
Um brasileiro de 33 anos permanece sob custódia no Paraguai, onde é investigado por aliciamento de crianças e adolescentes pela internet, pedofilia e produção de material de abuso sexual envolvendo menores. Segundo o TNOnline, ele foi preso em uma operação feita por agentes do Departamento Contra o Crime Organizado da Polícia Nacional e por representantes do Ministério Público do Paraguai.
O investigado é formado em Psicologia no Brasil e cursa o segundo ano de Medicina no país vizinho. De acordo com a polícia, ele usava redes sociais e plataformas digitais para se aproximar das vítimas.
A apuração teve início depois que a mãe de um adolescente verificou o celular do filho e encontrou conversas suspeitas. Conforme a polícia, o homem abordou o jovem pela internet, conseguiu que ele enviasse fotos e vídeos de cunho sexual e depois passou a pressioná-lo para marcar um encontro presencial.
O que foi apreendido
Na casa do suspeito, durante o cumprimento de mandado de busca, as autoridades recolheram equipamentos eletrônicos de gravação, brinquedos sexuais, fantasias e medicamentos sedativos e soníferos, como clonazepam. Todo o material eletrônico foi enviado para perícia técnica.
A polícia também abriu uma apuração para verificar se as substâncias controladas eram usadas para dopar vítimas. Até o momento, porém, não há confirmação oficial de episódios de sedação.
Como a investigação avançou
Os investigadores apontam que o brasileiro se valia do conhecimento em psicologia para facilitar a aproximação, manipular o comportamento das vítimas e conquistar a confiança dos jovens. Ainda segundo as autoridades, os alvos eram predominantemente do sexo masculino.
O suspeito vive no Paraguai há cerca de dois anos e, nesse período, trocou de endereço várias vezes. Ele segue custodiado enquanto o conteúdo apreendido passa por análise.
As forças de segurança paraguaias trabalham agora para localizar outras possíveis vítimas. No momento, o brasileiro responde por abuso sexual virtual, pedofilia e produção de material de abuso sexual envolvendo menores.
Com informações do TNOnline