Alta de 6,45% nesta segunda-feira, 21, ocorreu com apoio de ETFs e mercado futuro, enquanto o ethereum subia 5,50%.
O bitcoin ultrapassou US$ 86 mil nesta segunda-feira, 21, e alcançou o maior patamar em sete meses. Segundo a CNN Brasil, por volta das 16h20 (em Brasília), a criptomoeda era negociada a US$ 86.300,00, em alta de 6,45%, enquanto o ethereum avançava 5,50%, a US$ 2.772,26, de acordo com a plataforma Binance.
O avanço, segundo analistas citados pela CNN Brasil, não estava ligado a fatores macroeconômicos, mas principalmente ao retorno de entradas nos ETFs e às movimentações no mercado futuro. O movimento deu sequência ao impulso visto no fim da semana passada.
Pedro Fontes, analista de Research do Mercado Bitcoin, afirmou: “A recuperação ganhou força depois que o ativo retomou os US$ 80 mil na sexta-feira, apoiado pela melhora do ambiente regulatório e pela volta das entradas nos ETFs. O movimento é especialmente relevante porque acontece poucos dias depois de o bitcoin testar os US$ 75 mil, em uma semana marcada pela alta de juros do Fed e pelo fracasso do CLARITY Act”.
Na avaliação dele, a superação de outro patamar técnico mudou o quadro do mercado. Fontes disse: “Agora, o rompimento dos US$ 82 mil, que funcionavam como principal resistência da lateralização recente, coloca o mercado novamente em uma estrutura mais positiva de curto, médio e longo prazo”.
O que pode sustentar a alta
Para Nicolai Sondergaard, analista da Nansen, o bitcoin ainda pode avançar até os US$ 90.00, desde que investidores de longo prazo passem a participar do movimento de compra. Ele atribui a valorização recente a uma combinação entre demanda renovada por ETFs e um forte short squeeze.
Ainda segundo o analista, esse movimento não foi formado por um processo de acumulação motivado por fatores macroeconômicos. Ele acrescenta que os maiores operadores da Hyperliquid seguem com posições líquidas vendidas.
Outro sinal observado por Sondergaard é que o fluxo de bitcoin para as corretoras está acima do volume de saída. Para ele, isso indica que os detentores nativos do mercado de criptomoedas ainda não aderiram à alta.
Risco de reversão
Na leitura do analista da Nansen, enquanto essa entrada de investidores de longo prazo não acontecer, a valorização permanece sujeita a uma reversão. Esse cenário pode ganhar força caso os fluxos para os ETFs enfraqueçam ou os rendimentos dos Treasuries voltem a subir.
O desempenho desta segunda-feira ocorre depois de o bitcoin ter voltado aos US$ 80 mil na sexta-feira e poucos dias após testar os US$ 75 mil, em uma semana que também teve alta de juros do Fed e o fracasso do CLARITY Act.
Com informações da CNN Brasil
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