Australiano fica paralisado e morre oito anos depois de comer lesma em desafio

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Ex-jogador de rugby e residente de Sydney, na Austrália, o jovem Sam Ballard morreu após engolir uma lesma em uma brincadeira. Antes, ele ficou tetraplégico e precisava de auxílio para realizar todas as suas atividades. O problema foi que o bicho estava infectado com oparasita Angiostrongylus cantonensis, um verme que vive no pulmão de roedores e pode ser passado para caracóis e lesmas – que podem transmiti-lo aos humanos.

O parasita infestou o cérebro de Ballard, deixando-o paralisado e colocando-o em coma por mais de um ano. A infecção é chamada de meningoencefalite eosinofílica, uma condição rara que provoca dores de cabeça, rigidez no pescoço, formigamento ou dor na pele, febre, náusea e vômito. O tempo entre a ingestão do verme e infestação no organismo é, em média, de uma a três semanas.

Aos 29 anos, Ballard morreu no final da última semana de outubro. Suas últimas palavras para a mãe, Katie Ballard, foram “eu te amo”, segundo o noticiário australiano.

O caso
Em 2010, o jovem estava em uma festa com amigos quando uma lesma apareceu. Ele foi desafiado a comer o bicho e acabou aceitando. Ballard começou a sentir dores severas nas pernas poucos dias depois.

Ele perguntou para sua mãe se poderia ter sido causado pelo bicho, mas ela acreditava que ninguém poderia ficar doente com a ingestão de tal animal. Contudo, médicos descobriram que os sitomas foram sim provocados pela lesma.

“Ele estava com medo”, disse Katie Ballard ao jornal Sunday Project. “Como mãe, tudo o que você quer fazer é tranquilizá-lo. No que me diz respeito, ele não fez nada de errado. Foi apenas uma coisa boba.”

Em 2011, Ballard ficou tetraplégico. Durante anos, sofreu com convulsões, foi forçado a comer e respirar por meio de tubos e exigia cuidados constantes, que a família se esforçou para pagar, de acordo com o jornal Daily Telegraph.

Lisa Wilkinson, do Sunday Project, escreveu em uma coluna que, por quase nove anos, “o lindo anjo Katie esteve ao lado de Sam como sua principal cuidadora, nunca vacilando em seu amor; alimentando-o, conduzindo-o, fazendo com que ele tomasse banho, organizando consultas médicas, sempre tentando encontrar os momentos mais leves para que ela pudesse ver o filho sorrir novamente, acordando com todos os sons da noite, sempre certificando-se de que os amigos de Sam se sentiam bem-vindos em seu mundo novo e limitado. Quando eles o visitavam, como costumavam fazer, os olhos de Sam sempre se acendiam. E Katie sempre foi otimista com que o futuro reservava para ele”.

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