A meditação como auxílio no enfrentamento da COVID-19

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O mundo não teve tempo para se preparar e foi obrigado a se adaptar repentinamente à nova realidade da pandemia do coronavírus. Alterações bruscas como essas impactam a saúde mental. Para enfrentar esse período, a meditação tem se tornado uma das ferramentas mais acessíveis para aqueles que buscam equilíbrio. Pesquisas confirmam os benefícios da prática que, de forma gratuita e da própria casa, é possível ser realizada.

Elisa Hiromi Kozasa é pesquisadora do Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e tem publicações sobre os benefícios da prática da meditação e ioga. “Existem vários estudos sobre os efeitos da meditação para a saúde física e mental, como melhora da hipertensão, dos sintomas de depressão, ansiedade e redução do estresse, por exemplo”, menciona. A longo prazo, os efeitos podem interferir positivamente nas funções cognitivas e afetivas.

Entre diversos estudos, a pesquisadora esteve em um realizado com 13 profissionais de saúde de um hospital, incluindo enfermeiros, técnicos e assistentes de enfermagem, que praticaram mindfulness (método de meditação) durante seis semanas. As análises quantitativas demonstraram redução significativa no estresse, burnout, depressão e ansiedade durante a intervenção. Foram utilizadas diversas ferramentas de análise que permitem avaliar essas e outras características que surgiram durante o estudo, como maior atenção e consciência das atitudes. A pesquisa foi publicada em uma revista científica internacional.

Kozasa explica que a meditação é uma forma de familiarização com a mente e envolve desenvolvimento de atenção em estado de relaxamento físico e mental. “Existem muitos tipos de meditação, algumas mais focadas em desenvolver o equilíbrio atencional, outras o cognitivo, a motivação e o equilíbrio emocional”, afirma.

PRESCRIÇÃO
Atualmente, médicos prescrevem meditação para casos citados pela pesquisadora, como a Associação Cardiológica Americana e a própria OMS (Organização Mundial de Saúde), que defende a prática como auxílio para manter a calma e proteger a saúde, inclusive, durante o período de isolamento.

Como auxílio, durante a pandemia, muitos instrutores passaram a fazer transmissões em suas redes para contribuir com as pessoas que estão sofrendo nesse momento. Apesar de ser recomendado a qualquer pessoa, a cientista destaca que a meditação não substitui o acompanhamento de um especialista.

“Primeiramente, é importante que a pessoa não esteja com um transtorno mental. Neste caso é melhor que ela passe primeiramente pela avaliação de um profissional de saúde mental. Por outro lado, se você não estiver nesta condição pode ser uma ótima maneira de relaxar e aliviar seu estresse”, defende.

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