Carta destaca impacto humanitário das restrições econômicas no país.
O Irã pediu às Nações Unidas que investiguem as consequências humanitárias das sanções impostas pelos Estados Unidos. Em carta enviada ao secretário-geral da ONU, António Guterres, e ao presidente do Conselho de Segurança, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, argumentou que a pressão econômica de Washington prejudica a população do país e viola normas internacionais. A correspondência, divulgada nesta quarta-feira (26) pelo Ministério das Relações Exteriores do Irã, descreve o cenário como um “terrorismo econômico”. Araghchi solicitou uma avaliação das implicações das sanções sobre o acesso a alimentos, medicamentos, assistência médica, energia e itens essenciais, além de apelou para que o Conselho de Segurança da ONU condenasse as medidas coercitivas unilaterais dos EUA. O ministro iraniano criticou a pressão americana sobre outros países e empresas a não manterem relações econômicas com Teerã. Esta solicitação vem em um contexto em que o Departamento do Tesouro dos EUA intensificou suas restrições, visando setores como aviação, transporte marítimo e comércio de ouro, além de ativos digitais como criptomoedas. Embora as sanções sejam direcionadas ao governo, Araghchi afirmou que sua aplicação inevitavelmente afetará os cidadãos iranianos comuns, que dependem desses serviços e bens. O apelo do Irã para a ONU destaca um problema crescente nas relações internacionais, onde sanções econômicas têm intensificado os impactos sobre as populações vulneráveis. A busca por uma investigação pode refletir não apenas uma estratégia de defesa, mas também um chamado para a comunidade global considerar a eficácia e as consequências humanas de tais ações.
Com informações do CNN Brasil: https://www.cnn.com/2026/08/26/world/live-news/iran-war-trump?post-id=cmtadmlwf000d3b6rrvd5cmbb