Agenda astronômica citada pelo Bem Paraná para Curitiba também inclui Orionídeas em outubro, Mercúrio em novembro e Gemínidas nos dias 13 e 14.
A reta final de 2026 terá uma sequência de eventos astronômicos visíveis no céu, com destaque para a Superlua Fria em 24 de dezembro e para um alinhamento que deve reunir Lua, Júpiter, Régulo e Marte entre os dias 26 e 28. Segundo o Bem Paraná, a programação observada a partir de Curitiba começa ainda em outubro e segue até o fim do ano.
Em dezembro, a principal data da agenda é a véspera de Natal. Nesse dia, ocorre a única Superlua do ano. Como a Lua estará no perigeu, o satélite poderá parecer até 14% maior e 30% mais brilhante do que o normal.
Logo depois, entre 26 e 28 de dezembro, um alinhamento celeste deve formar um arco visível no céu. A composição citada pela agenda reúne a Lua, o planeta Júpiter, a estrela Régulo e Marte.
O que aparece antes de dezembro
Antes disso, outubro e novembro também têm datas para observação. Em 21 de outubro, está previsto o pico da chuva de meteoros Orionídeas, formada por fragmentos do Cometa Halley.
Na semana seguinte, em 28 de outubro, a Lua deve aparecer próxima de Urano e do aglomerado estelar das Plêiades.
Já em 20 de novembro, Mercúrio atinge sua maior elongação oeste. De acordo com a agenda, esse é o melhor momento do ano para tentar fotografar ou observar o planeta antes do amanhecer, período em que o céu de Curitiba costuma registrar menor umidade.
Nos dias 13 e 14 de dezembro, será a vez do auge das Gemínidas. A previsão mencionada é de dezenas de rastros luminosos por hora.
Condições para observar em Curitiba
A agenda também destaca que a observação na capital paranaense depende das condições do tempo. Curitiba é citada como uma cidade de instabilidade climática, com céu encoberto, nuvens e nevoeiro que podem dificultar o registro dos fenômenos.
Para acompanhar melhor essas janelas, a orientação é usar não só aplicativos tradicionais de previsão do tempo, mas também ferramentas com mapa de nuvens em tempo real. Entre os exemplos citados estão o Windy e o Satélite CPTEC.
Outro ponto indicado é evitar áreas com mais poluição luminosa. O Centro de Curitiba, somado à névoa úmida, pode reduzir a visibilidade. Por isso, a agenda menciona locais mais altos e afastados na Região Metropolitana de Curitiba, como áreas rurais de Campo Largo e Balsa Nova, além de pontos da Serra do Mar, entre eles Araçatuba e Anhangava.
A madrugada também aparece como horário mais favorável em algumas situações. Para eventos como as Gemínidas, a faixa entre 2h e 4h da manhã é apontada como a melhor janela de visibilidade, já que as nuvens baixas do começo da noite podem se dissipar mais tarde.
Com informações do Bem Paraná
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