Área em Inácio Martins é embargada após desmate

Fiscalização em Inácio Martins encontrou desmatamento e fornos ilegais de carvão em área protegida; propriedade foi multada e embargada.

Construções de tijolos queimados em área rural com destroços espalhados
Construções de tijolos queimados em área rural com destroços espalhados. Foto: Reprodução / G1 Paraná

Polícia Ambiental também encontrou fornos ilegais de carvão na propriedade e aplicou multa de R$ 69,2 mil dentro da APA da Serra da Esperança.

Uma propriedade rural de Inácio Martins, na região central do Paraná, foi embargada após a Polícia Militar Ambiental encontrar desmatamento e fornos ilegais de produção de carvão dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) da Serra da Esperança. Segundo o g1 Paraná, a fiscalização foi feita na localidade de Alto da Torre entre quarta (14) e quinta-feira (15), depois de denúncias.

De acordo com a corporação, os donos do imóvel receberam multa de R$ 69,2 mil e ainda serão investigados por crimes ambientais. Os nomes dos responsáveis não foram divulgados.

A polícia informou que a área atingida passou de 1,08 hectare, o equivalente a 10,8 mil metros quadrados. Conforme a corporação, esse espaço é maior que um campo de futebol.

O que foi destruído

Ainda segundo a Polícia Militar Ambiental, cerca de dois terços da vegetação derrubada eram de floresta nativa de Mata Atlântica em estágio médio de regeneração. Esse termo é usado para áreas que já haviam sido desmatadas antes e estavam em processo de crescimento novamente.

O restante da vegetação suprimida ficava em área de preservação permanente, destinada à proteção de cursos hídricos.

Em nota reproduzida pela reportagem, a corporação declarou: “A Polícia Militar Ambiental reforça a importância da participação da população na proteção do meio ambiente e destaca que denúncias podem ser realizadas pelo Disque-Denúncia 181”.

Regras para corte de árvores

A legislação do Instituto Água e Terra (IAT), vinculado ao Governo do Paraná, estabelece que o corte de espécies florestais exóticas, como pinus, eucalipto, uva-do-Japão e cinamomo, não depende de autorização prévia, exceto quando as árvores estão em área de preservação permanente.

Já para espécies nativas, a exigência é diferente. Segundo as regras citadas pelo g1 Paraná, o corte ou a supressão depende de autorização ambiental em qualquer local, como ocorre com a araucária, mencionada como exemplo.

Com informações do G1 Paraná

Compartilhar
Veja e comente no InstagramEsta matéria também está no @siteprojac