MP denuncia 4 por morte de criança em Joaquim Távora

Ministério Público denunciou quatro profissionais após a morte de um menino de 4 anos e abriu apuração sobre falhas no atendimento hospitalar.

Criança sentada em cadeira de sala de aula, com o rosto desfocado

Promotoria também apura falhas no Hospital Dr Linconl Graça, como falta de retaguarda pediátrica e problemas na triagem.

A morte de uma criança de quatro anos no Hospital Dr Linconl Graça levou o Ministério Público a denunciar quatro profissionais de saúde em Joaquim Távora. Segundo o NPDiário, a Promotoria de Justiça da cidade atribui a um médico, uma enfermeira e duas técnicas de enfermagem o crime de homicídio culposo, com causa de aumento de pena por inobservância de regra técnica de profissão.

De acordo com a denúncia, Ravi Augusto Fernandes Teodoro foi levado ao hospital com sintomas gripais e permaneceu em observação durante a noite. A Promotoria sustenta que, dentro das funções de cada denunciado, faltaram providências necessárias e acompanhamento contínuo ao paciente. A criança morreu na manhã seguinte, às 9h30m de uma quarta-feira, com resultado positivo para influenza.

Além da responsabilização criminal, o Ministério Público pediu ao Juízo a fixação de um valor mínimo para reparação dos danos causados aos familiares da vítima. O processo corre em segredo de justiça.

Falhas no atendimento

Paralelamente à ação criminal, a Promotoria conduz um procedimento preparatório para apurar problemas já identificados na organização e na prestação do serviço hospitalar. Entre os pontos listados pelo MPPR estão o funcionamento do pronto atendimento com apenas um médico clínico geral plantonista e sem retaguarda pediátrica.

A apuração também cita a falta de protocolos internos para urgências pediátricas e a ausência de rotina de reavaliação médica periódica de pacientes em observação. Outro ponto apontado é a realização da triagem sem a devida classificação de risco por enfermeiro.

O procedimento ainda examina a falta de fluxos formais de comunicação e de transferência de pacientes pediátricos graves. Também estão sob análise falhas nos registros médicos e de enfermagem e a possibilidade de alteração de dados no sistema de prontuário eletrônico.

Quem era a vítima

Ravi Augusto Fernandes Teodoro tinha quatro anos e era aluno do Centro Municipal de Educação Infantil Maria Aparecida Beruski. Ele era filho de Anynha Carvalho, do lar, e Ailton Teodoro da Silva, agricultor, moradores da zona rural, e deixou uma irmã de seis anos, Valentina.

O corpo foi atendido pela Olsan( Organização de Luto Santo Antônio ). O menino esteve no Velório e foi sepultado no Cemitério do Joá, distrito do município de Joaquim Távora, às 12h40m de uma quinta-feira, dia 11.

Com informações do NPDiário

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