Sem boletins matinais após melhora clínica, Leão XIV pode conduzir a oração de domingo a partir do Gemelli, se a recuperação permitir.
O Vaticano trabalha com a possibilidade de o papa Leão XIV conduzir a oração do Angelus ao meio-dia de domingo diretamente do hospital Gemelli. Segundo o TNOnline, a hipótese ganhou força depois de uma evolução considerada satisfatória no pós-operatório do pontífice, que está internado desde a cirurgia pulmonar realizada na terça-feira.
Um sinal dessa preparação foi a presença de integrantes da equipe de comunicação do Vaticano no hospital, onde instalaram cabos para uma eventual transmissão ao vivo. O procedimento, de acordo com a informação reproduzida pela TNOnline a partir da Associated Press, já foi adotado em outras internações de papas.
Leão XIV tem 71 anos e passou pela retirada do lobo inferior do pulmão direito após os médicos identificarem um nódulo com suspeita de malignidade. A cirurgia confirmou o diagnóstico de adenocarcinoma, descrito no texto como o tipo mais comum de câncer de pulmão.
O que pode acontecer no domingo
A realização da oração no hospital foi tratada como uma possibilidade pelo cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano. Ele afirmou que isso dependerá de como o papa seguirá se recuperando após o procedimento cirúrgico.
No contexto do Vaticano, aparições desse tipo costumam ser vistas como um indicativo público do estado de saúde do pontífice. O gesto também tem alcance para os 1,4 bilhão de fiéis católicos citados no texto, além de outros acompanhando a recuperação.
Mudança na comunicação sobre a saúde
Outro movimento apontado foi a suspensão das atualizações matinais sobre a saúde do papa. A decisão foi adotada após a melhora no quadro clínico, num sinal de evolução positiva durante a recuperação.
Ao mesmo tempo, a internação segue cercada por dúvidas sobre o que o diagnóstico de câncer pode representar para o início do pontificado de Leão XIV. O texto informa que esse debate ocorre mesmo com a resposta favorável do papa após a cirurgia.
Parolin disse que continua preocupado com a condição de Leão, embora tenha observado que parte dessa reação veio da surpresa ao saber que o pontífice precisaria ser operado. Ainda segundo o texto, o cardeal também sugeriu que o próprio pontificado talvez tenha de passar por ajustes.
Parolin foi um dos nomes cotados no conclave que elegeu Leão XIV e, recentemente, não foi escolhido para o cargo de decano do Colégio dos Cardeais.
Com informações da TNOnline