Senador disse no Plenário que votou a favor da PEC 221/2019 e defendeu incentivo tributário para empresas que adotarem a escala 5×2.
A redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição de salário, foi defendida pelo senador Cleitinho (Republicanos-MG) em discurso no Plenário nesta quinta-feira (15). Segundo a Agência Senado, o parlamentar também se posicionou pelo fim da escala 6×1 e disse que a mudança amplia o tempo de descanso dos trabalhadores.
No pronunciamento, Cleitinho afirmou ter votado a favor da PEC 221/2019, proposta de emenda à Constituição que, além de reduzir a carga semanal, estabelece dois dias de repouso por semana. O senador sustentou que a discussão não deve se limitar aos efeitos para quem trabalha, mas incluir também o impacto para os empregadores.
A partir desse argumento, ele defendeu a concessão de redução de impostos para empresas que adotarem a escala 5×2. Ao mesmo tempo, pediu corte de despesas nos três Poderes.
Em uma das falas registradas no discurso, o senador disse: “Cabe a nós também olhar pelo empresário, olhar para o trabalhador; ao governo, cortar na própria carne. O Legislativo e o Judiciário têm que cortar na própria carne também. Quem manda neste país e quem desenvolve este país é o empresário e o trabalhador”.
Crítica a gastos do poder público
Cleitinho também comparou benefícios oferecidos a integrantes do poder público com a rotina de trabalhadores de baixa renda. Ao tratar do tema, mencionou as condições de quem depende do transporte coletivo e enfrenta jornadas de seis dias de trabalho para um de descanso.
Na fala reproduzida pela Agência Senado, ele declarou: “O Congresso Nacional sempre foi fonte de despesa. Enquanto um trabalhador tem que pegar um ônibus lotado, ganhando R$ 1,6 mil, o deputado, o senador têm direito a carro oficial, inclusive com motorista. A comparação é muito simples. Fonte de riqueza é o trabalhador e o empresário”.
O pronunciamento ocorreu no Plenário do Senado nesta quinta-feira (15). No discurso, o parlamentar disse ainda que votou “com orgulho” pelo fim da escala 6×1.
Com informações da Agência Senado
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