Agenda reúne propostas para regras sobre IA e plataformas

Agenda Nosso Digital será apresentada nesta quinta-feira, 15, com propostas de transparência para plataformas, IA e proteção de direitos online.

Documento assinado por 64 organizações será apresentado nesta quinta-feira, 15, com sugestões para orientar políticas públicas do setor entre 2026 e 2030.

Um conjunto de propostas para a regulação do ambiente digital no Brasil será apresentado nesta quinta-feira, 15. Segundo o TNOnline, a Agenda Nosso Digital foi elaborada por 64 organizações da sociedade civil e reúne sugestões voltadas à transparência das plataformas digitais, à regulamentação da inteligência artificial e à proteção de direitos dos usuários na internet.

O documento foi montado para orientar políticas públicas e normas do setor no período de 2026 a 2030. Entre os pontos centrais, estão regras mais claras sobre como as plataformas moderam conteúdo, mais informações sobre a coleta de dados pessoais e sobre o direcionamento de anúncios, além de mecanismos para responsabilizar empresas por danos causados por algoritmos.

A agenda também defende o avanço da regulamentação da inteligência artificial prevista no Projeto de Lei nº 2.338/2023. Outro eixo é o estímulo ao desenvolvimento de tecnologias nacionais, incluindo modelos de IA abertos, com possibilidade de auditoria e adaptação à realidade brasileira.

Cofundador e diretor jurídico do Sleeping Giants, Humberto Ribeiro afirmou: “A pergunta não é mais se o ambiente digital precisa de regras, mas quais regras queremos construir e a quem elas devem servir. A Agenda Nosso Digital apresenta propostas para que a regulação avance com direitos, transparência e interesse público no centro”.

O que mais entra na agenda

O texto propõe ainda uma instância permanente de governo para coordenar a política digital nacional, com participação da sociedade civil. As organizações também defendem um plano de longo prazo para ampliar a autonomia tecnológica do País.

Outras medidas incluídas no documento tratam de salvaguardas para tecnologias de vigilância, da proteção da criptografia de ponta a ponta e da aplicação das regras de proteção de crianças e adolescentes previstas no ECA Digital.

Como o documento foi elaborado

A construção da agenda ocorreu em um processo participativo com mais de 100 pessoas. A coordenação ficou com o Instituto Cidade Democrática, a convite de representantes do Sleeping Giants, InternetLab, Barão de Itararé e Instituto Dahora.

Essas entidades integram a Comissão Temática de Tecnologia, Inovação e Transformação Digital do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS). De acordo com as organizações, a intenção é contribuir para a formulação de normas e políticas públicas com mais transparência, participação social e proteção de direitos no ambiente digital brasileiro.

Com informações do TNOnline

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