Inca estima mais de 12 mil casos anuais de linfoma

Inca prevê mais de 12 mil casos por ano de linfoma não Hodgkin no Brasil; doença pode se espalhar pelo corpo e exige diagnóstico precoce.

Foto: Reprodução / CNN Brasil

Tipo não Hodgkin, que causou a morte do cantor Netinho, é mais frequente em pessoas com mais de 60 anos e pode atingir órgãos vitais.

O Brasil deve registrar mais de 12 mil casos por ano de linfoma não Hodgkin, de acordo com estimativa do Instituto Nacional de Câncer. Segundo a CNN Brasil, a previsão do Inca é de 6.580 diagnósticos em homens e 5.980 em mulheres.

A doença voltou ao centro do noticiário após a morte do cantor Netinho, nesta terça-feira (13). No caso do músico, o quadro evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos.

O Inca informa ainda que os casos desse tipo de câncer vêm aumentando nos últimos 25 anos, principalmente entre pessoas com mais de 60 anos. O linfoma não Hodgkin pode se espalhar pelo corpo e alcançar órgãos vitais, o que torna a identificação antecipada um fator importante para ampliar a chance de sucesso no tratamento.

Como a doença se manifesta

O linfoma não Hodgkin é um câncer de sangue que começa nos linfócitos, células de defesa do organismo. Como o tecido linfático está presente em todo o corpo, a doença pode atingir diferentes regiões.

Entre os sinais mais comuns estão suor noturno excessivo, febre, coceira na pele, perda de peso excessivo sem causa aparente e aumento dos gânglios do pescoço, axilas ou virilhas.

No caso de Netinho, a origem da doença estava nos linfócitos B, responsáveis pela produção de anticorpos que ajudam o organismo a combater infecções. Também há ocorrência nos linfócitos T, que destroem germes ou células do corpo. O tipo B, porém, é o mais comum.

Exames e tratamento

Para confirmar o diagnóstico, são necessários vários exames. Entre eles estão biópsia, punção lombar, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

O diagnóstico precoce pode ser feito com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos em pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença ou com maior risco de desenvolvê-la. Quando o tumor é identificado em fase inicial, o tratamento tende a ser mais viável.

Na maioria dos casos, o tratamento é feito com quimioterapia. Esse procedimento pode ser associado ou não à imunoterapia ou à radioterapia.

A quimioterapia combina duas ou mais drogas, administradas por via oral ou intravenosa. Já a imunoterapia usa medicamentos direcionados a um componente presente nas células do linfoma, enquanto a radioterapia utiliza radiação para eliminar ou reduzir a carga tumoral em pontos específicos.

Com informações da CNN Brasil

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