MPSP pede prisão imediata de PMs condenados

Ministério Público de São Paulo recorre para evitar que quatro policiais condenados por matar um entregador em 2010 respondam em liberdade.

MPSP pede prisão imediata de PMs condenados
Foto: Reprodução / CNN Brasil

Cada réu recebeu pena de 18 anos e oito meses pelo assassinato de um entregador de pizzas em 2010, na Zona Sul de São Paulo.

O Ministério Público do Estado de São Paulo recorreu da decisão que condenou quatro policiais militares pelo assassinato de um entregador de pizzas e pediu a prisão imediata dos réus, segundo a CNN Brasil. Cada um recebeu pena de 18 anos e oito meses pelo caso ocorrido na véspera do Dia das Mães de 2010, na Zona Sul de São Paulo.

O recurso do MPSP busca impedir que os condenados aguardem em liberdade. A decisão do Conselho de Sentença responsabilizou os quatro por homicídio triplamente qualificado.

De acordo com a acusação, o trabalhador estava voltando para casa depois de uma longa jornada quando foi parado por policiais sob a justificativa de uma suposta irregularidade de trânsito envolvendo a motocicleta. Ainda segundo a acusação, os agentes não apontaram qualquer infração penal no momento da abordagem.

O que apontou a acusação

A denúncia descreve que a vítima foi contida pelos braços e pelas pernas enquanto um dos policiais a sufocava pelo pescoço. Também houve socos e chutes durante um período estimado entre 20 e 30 minutos.

A mãe do jovem presenciou as agressões e pediu que os policiais parassem. Na denúncia, a ação foi descrita como “movida imperdoavelmente por preconceito racial e social”.

O que decidiu o júri

O Conselho de Sentença reconheceu o homicídio triplamente qualificado. A condenação considerou asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Os jurados também apontaram fraude processual. Segundo a acusação, os policiais apresentaram uma arma de fogo e afirmaram falsamente que ela pertencia ao entregador.

Apesar desse entendimento dos jurados, a punibilidade pelo crime de fraude processual não foi declarada por perda de prazo. Com o recurso apresentado pelo MPSP, a discussão agora inclui a execução imediata da prisão dos quatro condenados.

Com informações da CNN Brasil

Compartilhar