Matheus Lourenço Barbosa, de 9 anos, estava internado em Ponta Grossa desde sábado (19), e a família autorizou a doação de órgãos.
A morte de Matheus Lourenço Barbosa, de 9 anos, foi confirmada pela família na noite de segunda-feira (21), dois dias depois de ele ser baleado na cabeça dentro de casa, em Guarapuava, na região Central do Paraná. Segundo o g1 Paraná, o menino estava internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário de Ponta Grossa.
Matheus foi atingido na tarde de sábado (19), enquanto jogava videogame. O suspeito do disparo é o tio da criança, de 19 anos, preso em flagrante. Após a confirmação da morte encefálica, a família autorizou a doação de órgãos.
De acordo com a Polícia Militar (PM-PR), a equipe foi chamada para atender uma ocorrência de disparo de arma de fogo e encontrou a criança ferida na cabeça. Aos policiais, o tio afirmou que estava com amigos quando o tiro aconteceu.
Em relato à polícia, o jovem disse que “estava brincando com a arma” quando ocorreu o disparo. Ainda segundo a versão apresentada por ele à PM, depois do tiro o armamento caiu no chão, foi recolhido por um dos colegas e levado do local.
Versões e investigação
A PM informou que, num primeiro momento, o suspeito indicou um amigo como responsável por pegar a arma, mas depois mudou a versão e apontou outra pessoa. Uma adolescente de 16 anos, que também estava no local, foi encaminhada à delegacia.
Segundo a corporação, a adolescente apresentou contradições no depoimento. Até a publicação da reportagem do g1 Paraná, a arma usada no caso não havia sido encontrada.
O tio disse aos policiais que o armamento estava em situação irregular. Durante a abordagem, os agentes localizaram com ele uma cápsula de munição calibre .32.
Autuação
Em nota, a Polícia Civil (PC-PR) informou que o homem foi autuado por tentativa de homicídio qualificado e posse irregular de arma de fogo de uso permitido. A investigação também apura se outras pessoas tiveram participação no caso.
O g1 Paraná informou ainda que tentava identificar a defesa do suspeito.
Com informações do g1 Paraná