Sandro Alex propõe seguro rural e ligação ferroviária

Em entrevistas nesta segunda (21), Sandro Alex defendeu ação do Estado na Serra da Esperança e apoio maior ao produtor rural no Paraná.

Foto: Reprodução / Blog do Marcos Junior

Candidato do PSD disse que o Estado pode investir na Serra da Esperança e ampliar o custeio para conectar propriedades à rede trifásica.

O candidato ao Governo do Paraná pelo PSD, Sandro Alex, apresentou nesta segunda-feira (21) duas propostas para o estado: a criação de um seguro rural estadual e o avanço de uma nova ligação ferroviária para a Serra da Esperança. Segundo o Blog do Marcos Junior, as declarações foram dadas em entrevistas às rádios Massa de Cascavel e CBN.

Na área rural, Sandro disse que pretende criar um seguro pelo Governo do Paraná para compensar produtores em casos de prejuízos provocados por quedas de energia. Ele também afirmou que quer ampliar a participação do Estado no custo de ligação de propriedades à rede trifásica.

Ao tratar dessa proposta, Sandro afirmou: “Eu vou colocar o seguro rural pelo Governo do Paraná. O produtor precisa ter segurança e estabilidade para produzir”.

De acordo com ele, parte dos produtores ainda encontra dificuldade para conectar a propriedade à estrutura já instalada no campo. Sandro citou que, em muitos casos, esse gasto fica entre R$ 30 mil e R$ 50 mil. Sobre esse ponto, declarou: “A rede trifásica já está na porteira, mas o produtor muitas vezes precisa investir R$ 30 mil, R$ 50 mil para fazer a ligação. Nós vamos ajudar a fazer essa conexão. Não adianta levar o trifásico até perto da propriedade e deixar o produtor sozinho para pagar a ligação”.

O que ele disse sobre energia no campo

Sandro relacionou a proposta à expansão da infraestrutura elétrica rural na gestão Ratinho Junior. Nos últimos anos, a Copel implantou cerca de 25 mil quilômetros de redes trifásicas no campo, mas, segundo ele, ainda há produtores sem condições de bancar a conexão final.

O candidato disse que pretende enviar uma proposta à Assembleia Legislativa para ampliar a participação do Estado nesse custeio. Em outra fala, afirmou: “Nós vamos ligar a propriedade à rede trifásica. Esse é o compromisso que eu tenho. O produtor precisa ter segurança e estabilidade de energia para produzir.”

O Paraná já conta com o programa Se Liga Aí, Paraná!, voltado ao apoio financeiro para a conexão de propriedades rurais à rede trifásica. A proposta apresentada por Sandro, segundo ele, é ampliar essa presença do Estado dentro de uma política mais ampla de apoio ao setor. Ele também declarou: “Infraestrutura é investimento. O Paraná cresceu, as cooperativas cresceram, o setor produtivo cresceu. Nós precisamos acompanhar esse crescimento com energia, água, gás e transporte”.

Ferrovia depende de decisão federal

Na área de transporte, Sandro disse que o Paraná tem projeto e capacidade de investimento para uma solução na Serra da Esperança, mas que a obra depende de uma definição do governo federal sobre a Malha Sul, administrada pela União.

Ao abordar o tema, ele afirmou: “Eu vou resolver. Coloca na minha conta que eu vou fazer funcionar. Nós já temos o projeto da Serra da Esperança e estamos pedindo as autorizações necessárias para a sua implantação. O Paraná está pronto para entrar com investimento”.

Uma das alternativas citadas por Sandro é reunir Ferroeste e Malha Sul em uma concessão conjunta, integrando trechos estaduais e federais. Sobre isso, declarou: “Metade do caminho é Malha Sul e metade é Ferroeste. Nós podemos unir essas malhas e fazer uma solução forte para a Serra da Esperança. Eu tenho caixa para isso no Estado. Temos saúde financeira e capacidade de investimento”.

A Malha Sul, hoje operada pela Rumo, tem cerca de 4,2 mil quilômetros e passa por definição de uma nova concessão federal, com previsão de R$ 6,9 bilhões em investimentos. Já o projeto da Nova Ferroeste inclui uma nova ligação ferroviária e uma alternativa para a transposição da Serra da Esperança, conectando a produção do Oeste aos corredores de acesso ao Porto de Paranaguá.

Sandro também criticou a atuação da bancada paranaense no Senado no debate sobre a Malha Sul. Ele disse: “Existe uma comissão no Senado tratando disso. Os senadores de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul estão lá, mas os do Paraná não”. Em seguida, acrescentou: “O Paraná vai fazer a sua parte. Mas precisamos dos senadores trabalhando pelo Estado, porque muitas vezes a decisão é federal”.

Como referência para esse modelo de integração, Sandro mencionou as novas concessões rodoviárias do Paraná, que reuniram rodovias estaduais e federais em grandes lotes. Esse modelo soma 3,3 mil quilômetros concedidos e cerca de R$ 60 bilhões em investimentos previstos ao longo de 30 anos.

Com informações do Blog do Marcos Junior

Compartilhar
Veja e comente no InstagramEsta matéria também está no @siteprojac