Papa pede limites à IA em decisões sensíveis

Papa Leão XIV disse que a inteligência artificial precisa de salvaguardas e não deve assumir decisões sensíveis que afetam a vida das pessoas.

Um homem de vestes brancas e óculos fala em um púlpito com microfone em varanda com cortina vermelha
Um homem de vestes brancas e óculos fala em um púlpito com microfone em varanda com cortina vermelha. Foto: Reprodução / CNN Brasil

Leão XIV afirmou nesta quarta-feira (16) que algoritmos não devem substituir a consciência humana em escolhas fundamentais.

A discussão sobre os limites da inteligência artificial voltou ao centro do debate nesta quarta-feira (16), quando o papa Leão XIV afirmou, segundo a CNN Brasil, que decisões fundamentais não devem ser entregues a algoritmos. Ao falar sobre o avanço da tecnologia digital, o pontífice disse que a IA traz possibilidades novas, mas pode enfraquecer o caráter pessoal das relações humanas.

Na avaliação apresentada por ele, o uso crescente dessas ferramentas aproxima pessoas e abre oportunidades, mas também pode levar à transferência de escolhas centrais para sistemas automatizados. Em um dos trechos citados, o papa advertiu contra a delegação de “decisões que são da exclusiva competência da consciência humana”.

As declarações foram feitas antes de uma reunião organizada pelo Rei Charles, do Reino Unido, prevista para esta semana. O encontro deve reunir executivos de grandes empresas de inteligência artificial, entre elas Nvidia, Google DeepMind, OpenAI e Anthropic.

O debate sobre regras

De acordo com a CNN Brasil, a reunião convocada por Charles terá como foco princípios para o desenvolvimento da tecnologia de forma benéfica à sociedade e compatível com a dignidade humana. Também é esperada a participação de Paolo Benanti, que atua como consultor do Vaticano para questões de IA.

O posicionamento do papa não é novo. O texto informa que Leão XIV vem defendendo repetidamente a criação de salvaguardas para a inteligência artificial. A linha sustentada por ele é a de que essas ferramentas devem continuar subordinadas ao julgamento humano, à consciência e à responsabilidade das pessoas.

O que o Vaticano já publicou

Esse entendimento já havia aparecido na primeira encíclica de Leão XIV, publicada em maio. Na ocasião, o documento fez um alerta contra a entrega total de decisões sensíveis a sistemas automatizados, especialmente quando elas afetam diretamente a vida das pessoas.

Ao retomar o tema agora, o papa recoloca o Vaticano no debate internacional sobre o uso da inteligência artificial e seus limites. O foco da manifestação foi o risco de que a automação avance sobre escolhas que, na visão dele, pertencem à esfera da consciência humana.

Com informações da CNN Brasil

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