Greve na Caixa é marcada para 10 de setembro

Funcionários da Caixa aprovaram paralisação por tempo indeterminado a partir de 10 de setembro, após impasse nas negociações sobre o Saúde Caixa.

Fachada de um prédio com grande letreiro da Caixa e design moderno em tons de azul, branco e laranja
Fachada de um prédio com grande letreiro da Caixa e design moderno em tons de azul, branco e laranja. Foto: Reprodução / Bem Paraná

Paralisação por tempo indeterminado foi aprovada após rejeição de mais de 90% à proposta, com impasse concentrado no Saúde Caixa.

A próxima quinta-feira, 10 de setembro, é a data indicada para o início da greve por tempo indeterminado dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal. Segundo o Bem Paraná, a paralisação foi aprovada depois que a proposta apresentada pelo banco foi rejeitada em assembleias realizadas pelo país na sexta-feira (4), com índice superior a 90%.

O principal ponto de conflito está no Saúde Caixa. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (CONTEC), a proposta do banco eleva os gastos dos beneficiários e, em alguns casos, pode significar aumento de cerca de 50% nos valores pagos hoje.

A entidade também afirma que as alterações no plano de saúde apareceram apenas na fase final das negociações. Para a CONTEC, isso impediu uma discussão mais ampla sobre os efeitos das novas regras entre empregados, aposentados e representações sindicais, além de limitar a análise de alternativas e possíveis ajustes antes da votação nas assembleias.

Outro item citado pela Confederação é a falta de clareza sobre quanto a própria Caixa vai aportar para manter o plano. Esse ponto passou a integrar as críticas feitas pela entidade durante a negociação.

O que a CONTEC propôs

Antes mesmo da votação nas bases sindicais, a CONTEC procurou a direção da Caixa e defendeu que o Saúde Caixa fosse retirado do ACT. A ideia era permitir o avanço das demais cláusulas enquanto o plano de saúde fosse debatido separadamente até o fim do ano.

Na avaliação da entidade, esse formato daria mais tempo para examinar os impactos das mudanças e buscar uma alternativa considerada mais equilibrada. Com a rejeição da proposta nas assembleias, a Confederação informou formalmente ao banco a decisão de greve, nos termos da Lei nº 7.783/1989.

Em declaração atribuída ao presidente da entidade, Lourenço Prado, a comunicação foi feita nestes termos: “A CONTEC, nos termos da Lei de Greve e tendo em vista a rejeição da proposta patronal pelas assembleias gerais, comunica que haverá greve dos funcionários da Caixa a partir de 10 de setembro de 2026 e por tempo indeterminado”.

Negociação ainda segue aberta

Apesar da aprovação da paralisação, a CONTEC afirma que ainda há espaço para negociação antes da data marcada. A entidade diz continuar disponível para retomar as tratativas com a Caixa.

Lourenço Prado afirmou: “Permanecemos à disposição da Caixa para novas tratativas e para a construção de uma proposta que possa impedir a paralisação e viabilizar a celebração do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2028”.

Para a Confederação, o resultado das assembleias mostra que a proposta apresentada pelo banco não teve respaldo entre os empregados e exige nova rodada de negociação, sobretudo no trecho que trata do Saúde Caixa. Sem uma nova proposta que supere o impasse, a greve segue mantida para começar em 10 de setembro, por tempo indeterminado.

Alguns sindicatos filiados à CONTEC ainda vão se reunir na próxima terça-feira, 8 de setembro, para analisar a proposta da Caixa. A entidade informou que acompanhará essas deliberações e divulgará os resultados após a conclusão das assembleias.

Com informações do Bem Paraná

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