Presidente do Supremo também citou um código de ética e a modernização da Justiça após o embate entre Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Em meio ao embate entre Alexandre de Moraes e André Mendonça, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, afirmou nesta sexta-feira (4) que o tribunal deve encerrar o inquérito das fake news, além de adotar um código de ética e avançar na modernização do sistema de Justiça. Segundo o Bem Paraná, a declaração foi feita no momento em que a corte enfrenta uma crise descrita como inédita pela própria notícia.
Ao tratar da resposta institucional do STF, Fachin disse: “Não haverá precipitação, mas tampouco omissão. A reposta institucional será firme, proporcional e rigorosa. Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas de nossa gestão: a adoção de um código de ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça”.
Na manhã desta sexta-feira (4), Fachin também retirou do inquérito o pedido de abertura de investigação apresentado por Moraes contra Mendonça. De acordo com ele, a medida foi tomada pela necessidade de verificar a regularidade do ato praticado por Moraes.
O presidente do STF indicou ainda que, depois dessa análise, poderá haver avaliação das acusações feitas pelo relator contra o colega que conduz os casos do Master e do INSS (Institutos Nacional do Seguro Social).
Como começou o embate
A crise no Supremo foi aberta após decisões e acusações trocadas entre Moraes e Mendonça. Os dois acionaram Fachin na condição de chefe do Judiciário e presidente da corte.
Moraes afirma que Mendonça atuou para direcionar as apurações, “com quebra da imparcialidade judicial e favorecimento a determinados grupos políticos”. Segundo Moraes, o colega tratou de forma irregular negociações de delações premiadas e definiu alvos de investigação “por motivos pessoais e políticos, inclusive com a indicação prévia de medidas cautelares” a serem apresentadas pela PF.
A iniciativa de Moraes ocorreu dois dias depois de Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF. Esse documento, de acordo com a notícia, aponta Moraes como o interlocutor de Vorcaro.
Na decisão, Mendonça também sinalizou que levará ao plenário a possibilidade de investigar Moraes.
O inquérito em discussão
O inquérito das fake news foi aberto em 2019, durante a gestão de Dias Toffoli no STF. Na ocasião, Toffoli designou Moraes, sem sorteio, para relatar a investigação sobre ataques e ameaças à corte.
A manutenção da apuração por tanto tempo tem gerado questionamentos internos e externos, conforme registrado na notícia. É nesse contexto que Fachin passou a defender o encerramento do inquérito como uma das medidas para enfrentar a crise instalada no tribunal.
Com informações do Bem Paraná